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Questão de Lesões dos tendões flexores (PUC-SP 2020)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresPUC-SP 2020

É indicação de reparo cirúrgico de emergência na lesão do tendão flexor:

  1. Lesão de tendão associada a lesão de nervo digital.
  2. Lesão aberta do tendão flexor.
  3. Lesão de tendão, associada a fratura de falange.
  4. Lesão de tendão associada a alteração na perfusão digital, que necessite de reparo.
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Gabarito: D · Lesão de tendão associada a alteração na perfusão digital, que necessite de reparo.

Conceito-chave

Lesão de tendão flexor não é emergência por si só: é uma urgência relativa. O reparo primário pode ser feito com bons resultados em horas a poucos dias (reparo primário retardado, até cerca de 7 a 10 dias, com a ferida fechada). O que transforma o caso em emergência é a ameaça à viabilidade do dedo.

Classificação do momento do reparo

TipoMomentoObservação
EmergênciaImediatoDedo com perfusão comprometida que precisa de revascularização (lesão das duas artérias digitais); o tendão é reparado no mesmo tempo
PrimárioAté 24 horasIdeal quando há equipe e condições
Primário retardadoAté cerca de 10 a 14 diasFerida limpa, fechada; resultados semelhantes ao primário
Secundário precoce2 a 4 semanasCotos amolecidos, retração
Secundário tardioMais de 4 semanasFrequentemente exige enxerto ou reconstrução em dois tempos

Ferida grosseiramente contaminada também exige cirurgia urgente, mas para lavagem e desbridamento: o reparo definitivo do tendão é adiado até a ferida estar limpa, pelo risco de infecção e de falha do reparo.

Por que a perfusão muda tudo

Nas lesões volares profundas do dedo, o tendão flexor e os dois feixes neurovasculares estão próximos. Se as duas artérias digitais forem cortadas, o dedo fica isquêmico: o reparo precisa incluir anastomose arterial imediata, e nesse momento também se reparam o tendão e os nervos, junto com a estabilização de fraturas. A isquemia quente tem limite de tempo (no dedo, cerca de 6 a 12 horas).

Princípios do reparo primário

  • incisões que estendem a ferida em zigue-zague (Bruner) ou mediolaterais;
  • preservar ou reconstruir as polias A2 e A4 (ventilação parcial da A2 ou A4 é aceita se o reparo trava);
  • sutura central com 4 a 6 passadas + epitendínea;
  • reparar o superficial na zona II quando possível (ou só uma banda, se o túnel estiver apertado);
  • reparar os nervos digitais no mesmo tempo, com microcirurgia;
  • mobilização precoce protegida.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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