A complicação mais comum após o reparo da lesão no tendão extensor é
- Infecção.
- Reruptura.
- Necrose de pele.
- Aderência
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Conceito-chave
O aparelho extensor é fino, plano e fica logo abaixo da pele do dorso, sobre osso e articulações. Por isso, depois do reparo, o problema mais comum é a aderência: o tendão gruda na pele, no osso ou no periósteo e perde o deslizamento, levando a déficit de flexão (o tendão não desliza para distal) ou de extensão (lag).
Por que os extensores aderem tanto
- não têm bainha sinovial em boa parte do trajeto (só no punho);
- são finos e largos, com pouca margem para encurtamento;
- uma pequena perda de comprimento (alguns milímetros) já altera o equilíbrio entre a banda central e as bandas laterais;
- lesões associadas (fraturas, perda de pele) aumentam as aderências.
Zonas e particularidades
| Zona | Problema mais típico após o reparo |
|---|---|
| I (martelo) | Déficit de extensão residual (lag), necrose de pele com a órtese apertada |
| III (botoeira) | Rigidez e déficit de extensão da IFP |
| IV e VI | Aderência ao osso/periósteo, perda de flexão |
| V (sobre a MF) | Mordida humana (infecção), subluxação do tendão |
| VII (punho) | Aderência sob o retináculo |
Reabilitação para evitar aderências
- imobilização estática (tradicional, 4 a 6 semanas) tem maior risco de aderência e rigidez;
- mobilização precoce controlada: extensão passiva dinâmica (Louisville), movimento ativo curto (SAM, short arc motion) na zona III, movimento ativo controlado em relativa extensão (ICAM, relative motion orthosis) nas zonas IV a VII: o dedo reparado fica em leve extensão relativa aos vizinhos, protegendo a sutura e permitindo movimento;
- tenólise extensora para aderências refratárias após 3 a 6 meses.
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