A infecção anaeróbica na mão é rara, sendo mais comum em pacientes
- Tabagistas.
- Idosos.
- Diabéticos.
- Crianças.
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Conceito-chave
Infecções anaeróbias são incomuns na mão, mas aparecem em condições que diminuem a oxigenação do tecido e a defesa do hospedeiro. O diabetes é a condição mais associada, porque combina doença microvascular, neuropatia (ferimentos não percebidos), hiperglicemia que prejudica os neutrófilos e atraso no diagnóstico.
Onde os anaeróbios aparecem na mão
- mordidas humanas (Peptostreptococcus, Bacteroides, Fusobacterium, junto com *Eikenella* e estreptococos);
- mordidas animais (flora oral mista);
- feridas contaminadas com terra e esmagamento (*Clostridium*: gangrena gasosa);
- fasceíte necrosante tipo I (polimicrobiana), sobretudo em diabéticos;
- abscessos crônicos e osteomielites em pacientes com doença vascular.
A mão diabética
- infecções mais graves, frequentemente polimicrobianas (gram-negativos e anaeróbios), com maior taxa de amputação;
- o edema e a dor podem ser menores que o esperado (neuropatia);
- a glicemia descompensada é sinal de infecção profunda;
- exigem desbridamento precoce e amplo, cultura de tecido profundo, antibiótico de amplo espectro (incluindo anaeróbios) e controle glicêmico rigoroso.
Sinais de alerta de infecção por anaeróbios
Odor fétido, gás no tecido (crepitação ou gás na radiografia), necrose, secreção acinzentada, falha da antibioticoterapia comum.
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