Na fratura de Bennett, qual a posição do fragmento da base do primeiro metacarpeano e quem o mantém na sua posição anatômica?
- Dorsal e radial - ligamento oblíquo anterior.
- Volar e ulnar – ligamento oblíquo anterior.
- Dorsal e ulnar – ligamento transverso anterior.
- Volar e radial – ligamento transverso posterior.
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Conceito-chave
Bennett: o fragmento volar-ulnar fica; o restante do metacarpo se desloca. A fratura de Bennett compromete a base do primeiro metacarpo, na articulação carpometacarpal (CMC) do polegar, entre o metacarpo e o trapézio. É uma fratura intra-articular parcial: parte da superfície articular se separa da diáfise, enquanto outra parte continua unida a ela.
O pequeno fragmento volar e ulnar permanece ligado ao trapézio pelo ligamento oblíquo anterior, também chamado de oblíquo palmar ou ligamento em bico (*beak ligament*). Volar indica o lado da palma; ulnar, o lado voltado para a ulna. É a inserção ligamentar nesse fragmento que explica sua permanência na posição anatômica. Essa é a relação descrita no Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, e explicada no resumo da Biblioteca em “Fratura de Bennett: quem fica e quem foge”.
Por que o restante do osso subluxa
O fragmento maior, que inclui a diáfise e a maior parte da superfície articular, perde a contenção proporcionada pela continuidade óssea. O abdutor longo do polegar, inserido na base do metacarpo, é a principal força deformante e o traciona para proximal. O adutor do polegar contribui para a adução e a supinação. O resultado é uma subluxação para proximal, radial e dorsal, com a diáfise aduzida e supinada.
A pergunta cobra a posição do fragmento pequeno que permanece preso, e não a direção da subluxação do fragmento maior. Misturar esses dois elementos leva à alternativa A: ela traz o ligamento certo, mas atribui ao fragmento retido as direções dorsal e radial do componente deslocado.
Bennett e Rolando
Na Bennett, a fratura é articular parcial, com o fragmento volar-ulnar retido pelo ligamento. Na Rolando, o padrão clássico é articular completo, com traço em Y ou T e cominuição: a superfície articular fica separada da diáfise. A distinção ajuda a entender por que o pequeno fragmento estável é tão característico da Bennett.
Para consolidar o tema, leia o resumo “Fraturas e luxações da mão”, na seção “Base do polegar: Bennett, Rolando e a luxação da CMC”. O botão “Ler o trecho que explica”, ao fim da questão, abre o trecho correspondente na Biblioteca.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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