Sobre a classificação de Palmer para lesões do complexo da fibrocartilagem triangular, assinale a alternativa correta:
- No tipo 1a, na falha do tratamento conservador, a artroscopia não é o tratamento de escolha.
- No tipo 1c, há lesão parcial ou completa dos ligamentos ulnocarpais.
- No tipo 1b, há avulsão completa ou parcial do complexo de fibrocartilagem triangular de sua inserção radial.
- No tipo 1d, há avulsão completa ou parcial do complexo de fibrocartilagem triangular da ulna.
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Conceito-chave
A classificação de Palmer (1989) divide as lesões do complexo da fibrocartilagem triangular (CFCT) em traumáticas (classe 1) e degenerativas (classe 2). A pergunta testou a classe 1, letra por letra, e vale saber a anatomia para não decorar no escuro.
Anatomia do CFCT
- disco articular (fibrocartilagem central, avascular), que se prende na borda da fossa sigmoide do rádio;
- ligamentos radioulnares dorsal e volar, com uma porção superficial (inserção no estiloide ulnar) e uma profunda (ligamentum subcruentum, na fóvea), os principais estabilizadores da radioulnar distal;
- ligamentos ulnocarpais (ulnossemilunar e ulnopiramidal), volares;
- menisco homólogo e bainha do extensor ulnar do carpo.
A periferia (cerca de 10% a 40% externos) é vascularizada e cicatriza; o centro não. Essa diferença explica o tratamento.
Classe 1 (traumática)
| Tipo | Local | Tratamento habitual |
|---|---|---|
| 1A | Perfuração central do disco | Desbridamento artroscópico (após falha do conservador) |
| 1B | Avulsão periférica ulnar (estiloide/fóvea), com ou sem fratura do estiloide | Reparo (artroscópico ou aberto; foveal se houver instabilidade da radioulnar distal) |
| 1C | Distal: ligamentos ulnocarpais (ulnossemilunar, ulnopiramidal) | Reparo; pode haver instabilidade ulnocarpal (supinação do carpo) |
| 1D | Avulsão radial, da fossa sigmoide (com ou sem fratura) | Desbridamento ou reinserção |
Classe 2 (degenerativa)
2A desgaste sem perfuração; 2B + condromalácia; 2C perfuração + condromalácia; 2D + lesão do ligamento semilunopiramidal; 2E + artrose ulnocarpal. Tratam-se descomprimindo a ulna (encurtamento ou Wafer).
Exame clínico
- sinal da fóvea: dor à palpação entre o estiloide ulnar e o flexor ulnar do carpo (lesão foveal ou do ligamento ulnopiramidal);
- teste de compressão ulnocarpal (desvio ulnar com carga);
- teste da tecla de piano e da gaveta radioulnar distal (instabilidade);
- artrorressonância e artroscopia confirmam.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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