Assinale a alternativa correta:
- Em crianças, a fratura de rádio distal ocorre com mais frequência entre 06 e 09 anos de idade.
- Em crianças mais jovens, o polo proximal do escafoide é a região mais fraturada desse osso.
- Em caso de dúvida nos traumas de punho em crianças, com clínica positiva e raio-x negativo, não é recomendável realizar-se RNM imediatamente.
- Em crianças, a fratura de rádio distal está associada a fraturas concomitantes ipsilaterais do membro superior em até 43%.
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Conceito-chave
A questão mistura vários fatos sobre o trauma do punho na criança, e só uma afirmação se sustenta. É um bom pretexto para revisar o tema.
Fraturas do rádio distal na criança
- são as fraturas mais comuns da infância (cerca de um quarto de todas);
- pico na pré-adolescência e adolescência (por volta dos 10 a 14 anos, coincidindo com o estirão, quando a metáfise é mais porosa), não entre 6 e 9 anos;
- tipos: toro (subperiosteal), galho verde, completa metafisária e fisária (Salter-Harris II é o padrão mais comum);
- toro: estável, tratado com órtese removível por 3 a 4 semanas, sem necessidade de radiografias de controle;
- metafisárias desviadas: grande potencial de remodelamento no plano de movimento do punho (aceita-se até cerca de 20 a 25 graus de angulação sagital com 2 anos ou mais de crescimento);
- fisárias: reduzir delicadamente apenas nos primeiros dias; não manipular após cerca de 7 a 10 dias (risco de lesão da fise); risco de parada de crescimento em cerca de 4% a 5%;
- lesões ipsilaterais associadas (cotovelo, "cotovelo flutuante") ocorrem, mas em proporção bem menor que 43%; sempre examinar o cotovelo.
O escafoide na criança
- fraturas raras antes dos 10 anos (o escafoide é em grande parte cartilaginoso e ossifica tardiamente);
- nas crianças mais novas, o local mais acometido é o polo distal (avulsões e fraturas do tubérculo), não o proximal;
- nos adolescentes, o padrão se aproxima do adulto (cintura);
- consolidam melhor que no adulto, mas pseudartroses existem, sobretudo com diagnóstico tardio.
Investigação com radiografia negativa
Diante de uma criança com dor no punho, exame sugestivo (por exemplo, dor na tabaqueira) e radiografia normal, a conduta habitual é imobilizar e repetir a radiografia em 10 a 14 dias, reservando a ressonância para os casos que persistem com dúvida ou quando o diagnóstico imediato muda a conduta. A ressonância de rotina imediata não é recomendada como primeira escolha: exige sedação em crianças pequenas, é cara, e pode mostrar edemas ósseos de significado incerto. Essa é a afirmação que a banca considerou correta.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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