Após uma lesão traumática nervosa, ocorrem mudanças expressivas na secreção de neurotrofinas nos músculos e no nervo distal. Tais mudanças atingem pico no:
- Momento da lesão.
- Terceiro dia após lesão.
- Sétimo dia após lesão.
- Décimo dia após lesão.
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Conceito-chave
Após a lesão do nervo, o coto distal e o músculo desnervado passam a produzir fatores neurotróficos que atraem e sustentam os axônios em regeneração. A secreção dessas moléculas sobe nos primeiros dias e atinge pico por volta do sétimo dia.
Atores principais:
- células de Schwann do coto distal: perdem o fenótipo mielinizante, proliferam, formam as bandas de Büngner e secretam NGF, BDNF, GDNF e outros;
- músculo desnervado: aumenta a produção de fatores (IGF, NT-3, NT-4) e a expressão de receptores;
- macrófagos: limpam os restos de mielina e estimulam as células de Schwann.
Por que importa: a capacidade de suporte do coto distal e do músculo diminui com o tempo. Depois de meses de desnervação, as células de Schwann perdem a capacidade de apoiar a regeneração e o músculo sofre fibrose, por isso o reparo e as transferências nervosas têm janelas de tempo (o alvo motor deve ser reinervado idealmente em 12 a 18 meses).
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