A paralisia do nervo interósseo anterior traumática tem como característica:
- alteração sensitiva na eminência tenar.
- deficiência de flexão do polegar.
- posição em garra do segundo e terceiro dedos.
- perda da pronação.
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Conceito-chave
O nervo interósseo anterior (NIA). É um ramo puramente motor do mediano que se separa cerca de 5 cm abaixo do epicôndilo medial, desce sobre a membrana interóssea e inerva três músculos:
- Flexor longo do polegar: flete a interfalângica do polegar.
- Flexor profundo do indicador e do médio: flete as interfalângicas distais desses dedos.
- Pronador quadrado: pronação, especialmente com o cotovelo fletido.
A paralisia do NIA. O paciente não consegue fletir a ponta do polegar e do indicador. Ao tentar fazer um “O” com esses dedos, faz uma pinça com as pontas estendidas, formando um triângulo (sinal do O). Não há perda sensitiva, porque o NIA não tem ramos cutâneos. A pronação fica fraca com o cotovelo fletido, mas não desaparece, porque o pronador redondo continua funcionando.
Causas.
- Trauma: fraturas supracondilianas do úmero em crianças (o NIA é o nervo mais lesado nas com desvio posterolateral), fraturas do antebraço, ferimentos e procedimentos.
- Compressão por bandas fibrosas, cabeça profunda do pronador redondo ou arcada do flexor superficial.
- Neurite braquial (Parsonage-Turner), muito comum em casos não traumáticos, com dor intensa no ombro ou no braço antes da paralisia.
Tratamento. Na maioria dos casos traumáticos fechados e nas neurites, observação, com recuperação espontânea em meses. Se não houver recuperação após cerca de 3 a 6 meses, exploração, neurólise ou transferências tendíneas (por exemplo, braquiorradial para o flexor longo do polegar e sutura laterolateral do flexor profundo do indicador ao do médio e anular).
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