As fraturas da diáfise do rádio com luxação da rádio ulnar distal são mais frequentes em adultos. A fratura de Galeazzi tem características que são específicas. Sobre esse tipo de fratura, sabe-se que:
- as fraturas do tipo 1 ocorrem em um espaço de 7 cm e são mais instáveis.
- o mecanismo do trauma lesa a membrana interóssea nesse tipo fratura.
- a interposição do flexor ulnar do carpo é uma das causas da irredutibilidade.
- associada à fixação da fratura, a reparação capsulo ligamentar nesses casos é habitualmente preconizada para evitar instabilidade. cirurgia da mão_UFG_2022
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Conceito-chave
O rádio quebrou na diáfise, e o paciente tem dor no punho, do lado da ulna. Esse detalhe muda a fratura de nome e de prognóstico: é a Galeazzi, a fratura da diáfise do rádio com lesão da radioulnar distal, que o Rockwood and Green (10ª ed., cap. 42) também chama de fratura da necessidade, de Piedmont ou Monteggia reversa.
Como a lesão anda. A Galeazzi nasce de torção com carga axial, como na queda com o antebraço hiperpronado e o punho em extensão. A fratura começa no rádio e a lesão corre para distal: rompe a membrana interóssea, os ligamentos radioulnares distais e, por fim, a fibrocartilagem triangular, deixando a radioulnar distal instável. A hiperpronação gera a luxação anterior da cabeça da ulna; a hipersupinação, a posterior.
Por que a altura do traço importa. O capítulo subclassifica pela distância do traço até a superfície articular do rádio distal. No tipo I, até 7,5 cm, a instabilidade da radioulnar distal é bem maior e muitas vezes exige reparo aberto dela; no tipo II, mais proximal, há menos instabilidade. Faz sentido: quanto mais perto do punho a fratura, mais curta a ponte de membrana e ligamentos entre o foco e a radioulnar distal, e mais fácil a lesão chegar até ela. O capítulo traz o contraponto de Tsismenakis e Tornetta, que acharam essas medidas pouco confiáveis e recomendam decidir pelo teste intraoperatório depois de fixar o rádio.
O tratamento. No adulto, a Galeazzi tratada com gesso vai mal quase sempre, porque o pronador quadrado, o braquiorradial e os músculos do polegar deformam o rádio. A regra é redução anatômica e placa no rádio: na maioria, o rádio anatômico reduz e estabiliza sozinho a radioulnar distal. Depois, testa-se a articulação; só a instável recebe fios ou reparo da fibrocartilagem. Se a radioulnar distal não reduz com o rádio anatômico, há algo interposto: classicamente o extensor ulnar do carpo.
No resumo de diáfise do rádio e da ulna, a seção da Galeazzi traz os sinais radiográficos de lesão da radioulnar distal.
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