As fraturas distais do rádio acometem uma região onde a superfície dorsal tem vários compartimentos por onde correm tendões extensores. Qual é o compartimento onde passa um tendão que pode ter ruptura tardia nessas fraturas?
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Conceito-chave
Os seis compartimentos extensores do punho. Sob o retináculo dos extensores, os tendões passam por seis túneis fibrosos, do lado radial para o ulnar.
| Compartimento | Tendões |
|---|---|
| I | Abdutor longo e extensor curto do polegar |
| II | Extensores radiais longo e curto do carpo |
| III | Extensor longo do polegar |
| IV | Extensor comum dos dedos e extensor próprio do indicador (com o nervo interósseo posterior) |
| V | Extensor do dedo mínimo |
| VI | Extensor ulnar do carpo |
O terceiro compartimento e o tubérculo de Lister. O extensor longo do polegar (ELP) passa pelo terceiro compartimento, contornando o tubérculo de Lister, uma saliência óssea no dorso do rádio que funciona como polia e muda a direção do tendão em direção ao polegar. Nesse trecho, o tendão tem irrigação pobre.
A ruptura tardia. Após fraturas do rádio distal, especialmente as sem desvio ou pouco desviadas, o ELP pode romper semanas depois, geralmente entre 3 e 8 semanas. Dois mecanismos atuam: isquemia, pelo hematoma preso no compartimento fechado, e atrito com irregularidades ósseas. Em fraturas desviadas, o retináculo costuma se romper e descomprimir, o que explica por que a ruptura é mais comum nas fraturas sem desvio. Parafusos dorsais longos, após placas volares, também podem lesar o tendão.
Tratamento. A sutura direta geralmente não é possível, porque o tendão está degenerado; a opção preferida é a transferência do extensor próprio do indicador.
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