O paciente com paralisia cerebral que apresenta melhor prognóstico ao tratamento cirúrgico é o
- espástico hemiplégico.
- espástico diplégico.
- atetoide hemiplégico.
- atetoide diplégico.
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Conceito-chave
A mão na paralisia cerebral. A paralisia cerebral é um grupo de distúrbios do movimento e da postura causados por uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. No membro superior, a deformidade típica inclui ombro em rotação interna, cotovelo fletido, antebraço pronado, punho fletido com desvio ulnar, dedos fletidos ou em pescoço de cisne e polegar na palma. A cirurgia pode melhorar a função e a aparência, mas só em pacientes selecionados.
Os tipos que importam para a cirurgia.
| Característica | Melhor candidato | Pior candidato |
|---|---|---|
| Tipo de movimento | Espástico (resposta previsível) | Atetoide ou distônico (movimentos involuntários, resposta imprevisível) |
| Distribuição | Hemiplégico (um lado, com o outro normal) | Quadriplégico grave |
| Sensibilidade | Preservada (estereognosia, dois pontos) | Muito alterada |
| Controle voluntário e cognição | Bons, capaz de colaborar com a reabilitação | Limitados |
| Uso da mão | Usa como auxiliar | Ignora a mão |
Por que o espástico hemiplégico se sai melhor. Na espasticidade, o problema é o tônus aumentado e o desequilíbrio entre músculos, que pode ser corrigido com alongamentos, liberações e transferências tendíneas, com resultados relativamente previsíveis. No paciente hemiplégico, o outro lado é normal, a cognição costuma ser boa e ele tem motivação e capacidade de usar a mão operada como auxiliar. Já nos atetoides, os movimentos involuntários fazem com que as transferências se comportem de forma imprevisível, e a cirurgia raramente é indicada.
E o diplégico? Na diplegia espástica, o comprometimento é sobretudo nos membros inferiores, e os membros superiores costumam ter função quase normal. A cirurgia da mão raramente é necessária.
Procedimentos comuns. Liberação do pronador redondo ou transferência para supinação, transferência do flexor ulnar do carpo para os extensores do punho (Green), alongamento dos flexores, liberação do adutor do polegar e da primeira comissura, e artrodese do punho em casos selecionados. A toxina botulínica ajuda a prever o resultado e a tratar casos leves.
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