Qual a melhor idade para o tratamento do polegar em gatilho congênito?
- 1 ano.
- 2 anos.
- 6 meses.
- 18 meses.
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Conceito-chave
O polegar em gatilho da criança. Um espessamento do tendão flexor longo do polegar, o nódulo de Notta, não passa pela polia A1. A criança mantém a interfalângica do polegar fixa em flexão, geralmente sem estalido. Apesar do nome tradicional “congênito”, quase nunca é visto ao nascimento; aparece no primeiro ou no segundo ano de vida. É bilateral em cerca de um quarto dos casos.
A história natural. Parte dos casos resolve sozinha, especialmente quando diagnosticados cedo. As taxas de resolução espontânea variam muito entre as séries, e estudos mais longos mostram que muitos polegares melhoram ao longo de anos. Por outro lado, contraturas que persistem por muito tempo podem levar a alterações na interfalângica e a um desvio compensatório da metacarpofalângica.
Quando operar.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Diagnóstico antes de 1 ano | Observação, eventualmente órtese de extensão |
| Persistência entre 1 e 2 anos | Continuar observando, com reavaliações |
| Persistência por volta dos 2 a 3 anos | Liberação cirúrgica da polia A1 |
| Contratura fixa, dor ou desconforto | Liberação, mesmo antes |
A cirurgia é simples: incisão transversa na prega da metacarpofalângica, liberação da polia A1, protegendo os nervos digitais, especialmente o radial, que cruza a região de forma oblíqua e muito superficial. A recidiva é rara, e a extensão costuma se recuperar completamente.
Por que não esperar demais. Contraturas prolongadas podem deixar uma pequena perda de extensão residual. Por isso, a maioria dos serviços indica a cirurgia quando o quadro persiste após um período de observação, geralmente por volta dos 2 a 3 anos de idade.
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