Qual a incidência aproximada da pseudartrose do rádio distal?
- 0,2%.
- 1%.
- 2%.
- 5%.
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Conceito-chave
Por que o rádio distal quase sempre consolida? A metáfise distal do rádio é formada principalmente por osso esponjoso, muito bem vascularizado, coberto por periósteo ativo e envolvido por músculos. As fraturas, mesmo cominutivas, costumam ter grande área de contato ósseo esponjoso. Por isso a consolidação é a regra, e o problema mais frequente das fraturas do rádio distal é a consolidação viciosa, não a pseudartrose.
Pseudartrose do rádio distal. É rara, com incidência estimada em cerca de 0,2% das fraturas, número citado nos principais textos. Quando ocorre, geralmente há fatores de risco.
| Fator de risco | Mecanismo |
|---|---|
| Fratura da ulna no mesmo nível (fraturas da metáfise dos dois ossos) | Instabilidade do conjunto |
| Distração excessiva por fixador externo | Afasta os fragmentos e reduz o contato |
| Fixação inadequada, com fragmentos instáveis | Movimento excessivo no foco |
| Cominuição grave e perda óssea | Falha de contato |
| Infecção | Destrói o osso e o calo |
| Tabagismo, diabetes, uso de corticoides | Pior biologia |
Tratamento. Redução aberta, retirada do tecido fibroso, correção do alinhamento, enxerto ósseo (frequentemente da crista ilíaca) e fixação estável com placa. Se o fragmento distal for muito pequeno ou osteoporótico, pode ser necessária placa em ponte até o terceiro metacarpo ou artrodese do punho. Em alguns casos, faz-se também ressecção da cabeça da ulna (Darrach) ou Sauvé-Kapandji para tratar a radioulnar distal.
Comparação com outras complicações. Consolidação viciosa, rigidez, síndrome dolorosa regional complexa, compressão do mediano e ruptura do extensor longo do polegar são todas mais frequentes que a pseudartrose.
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