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Questão de Rizartrose e artrose da mão (UFG 2019)

Mão e punhoRizartrose e artrose da mãoUFG 2019

Em que estágio, segundo Eaton e Littler, se encontram os pacientes que apresentam artrose na trapeziometacarpiana, com osteófitos maiores do que 2 mm de diâmetro?

  1. Estágio I.
  2. Estágio II.
  3. Estágio III.
  4. Estágio IV.
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Gabarito: C · Estágio III.

Conceito-chave

Por que a trapeziometacarpal desgasta? A articulação na base do polegar é uma sela que permite amplo movimento, mas tem pouca congruência óssea; a estabilidade depende dos ligamentos, especialmente o oblíquo anterior (ligamento do bico) e o dorsorradial. Na pinça, a carga na base do polegar pode multiplicar muitas vezes a força aplicada na ponta. Com o envelhecimento, a frouxidão ligamentar permite subluxação dorsorradial do metacarpo, a carga se concentra na parte volar da articulação e a cartilagem se desgasta. Por isso a rizartrose é muito comum em mulheres após os 50 anos.

Classificação de Eaton e Littler (modificada por Eaton e Glickel). Baseada na radiografia, orienta o tratamento.

EstágioAchados radiográficos
IEspaço articular normal ou alargado (sinovite), contornos normais; subluxação até um terço
IIDiscreto estreitamento do espaço, osteófitos e corpos livres menores que 2 mm
IIIEstreitamento acentuado, osteófitos e corpos livres de 2 mm ou mais, esclerose subcondral
IVArtrose também da escafotrapeziotrapezoide (pantrapezial)

Quadro clínico. Dor na base do polegar ao fazer pinça e ao abrir potes, perda de força, e, nos casos avançados, deformidade em adução do metacarpo com hiperextensão compensatória da metacarpofalângica (deformidade em Z). O teste de compressão e rotação (grind), com carga axial e rotação do metacarpo, reproduz a dor.

Tratamento conforme o estágio.

  • Todos os estágios: órtese, adaptação de atividades, analgésicos e infiltração.
  • Estágio I com instabilidade: reconstrução ligamentar (Eaton-Littler, com hemitendão do flexor radial do carpo) ou osteotomia de extensão do primeiro metacarpo.
  • Estágios II e III: trapeziectomia, com ou sem reconstrução ligamentar e interposição tendínea (LRTI), artroplastia com prótese ou artrodese da trapeziometacarpal em jovens com alta demanda.
  • Estágio IV: trapeziectomia, que trata as duas articulações; a artrodese da TMC não é indicada porque deixaria a STT doente.

A classificação tem limitações: a correlação entre radiografia e dor é fraca, e o tratamento deve seguir os sintomas.

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