O tratamento cirúrgico na doença de Dupuytren tem indicação
- na fase nodular.
- na presença de contratura em flexão da interfalângica proximal de 10 graus e metacarpofalângica de 20 graus.
- na presença de contratura em flexão da interfalângica de 15 graus e metacarpofalângica de 30 graus.
- na fase de corda com contratura em flexão da interfalângica de 10 graus e metacarpofalângica de 20 graus.
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Conceito-chave
A doença de Dupuytren evolui em fases. Começa com nódulos na palma, firmes e às vezes dolorosos, sem contratura. Com o tempo, formam-se cordas, que se estendem pela palma e pelos dedos e puxam as articulações em flexão. Nem todo paciente progride: muitos permanecem anos só com nódulos ou cordas sem contratura significativa. Por isso a indicação de tratamento depende da contratura e da função, não apenas da presença da doença.
Quando tratar. Os critérios clássicos são:
- Metacarpofalângica (MF) com contratura de 30 graus ou mais. Corresponde ao teste da mesa de Hueston positivo: o paciente não consegue apoiar a palma e os dedos totalmente numa mesa.
- Interfalângica proximal (IFP) com qualquer contratura em progressão, em geral a partir de 15 a 20 graus. A IFP responde mal ao tratamento quando a contratura é antiga e grave, por isso não se deve esperar demais.
- Prejuízo funcional, como dificuldade para calçar luvas, colocar a mão no bolso ou lavar o rosto.
Por que tratar a IFP mais cedo que a MF? A MF tem ligamentos colaterais que ficam tensos em flexão: uma contratura em flexão mantém os colaterais esticados e, após liberar a corda, a articulação costuma estender completamente, mesmo após contraturas grandes. A IFP é diferente: a placa volar e os colaterais encurtam, a banda central do extensor alonga, e mesmo após liberar a corda pode sobrar contratura. Quanto maior e mais antiga, pior o resultado.
Opções de tratamento.
| Opção | Indicação e características |
|---|---|
| Fasciotomia percutânea com agulha | Cordas bem definidas, sobretudo na palma; recuperação rápida, recidiva maior |
| Colagenase | Cordas palpáveis; injeção e manipulação; recidiva maior que a fasciectomia |
| Fasciectomia limitada ou segmentar | Padrão; retira o tecido doente; mais complicações de ferida, recidiva menor |
| Dermofasciectomia com enxerto | Doença agressiva, recidiva, pele comprometida |
Na fase nodular, sem contratura, não se opera: a cirurgia pode até estimular a doença. Pode-se tratar a dor do nódulo com infiltração de corticoide ou observar.
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