Na artrite reumatoide, qual tendão extensor normalmente se rompe primeiro?
- Extensor longo do polegar.
- Extensor próprio e comum do dedo mínimo.
- Extensor ulnar do carpo.
- Extensor próprio e comum do segundo dedo.
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Conceito-chave
Por que os tendões se rompem na artrite reumatoide? Três mecanismos atuam, frequentemente juntos.
- Atrito sobre proeminências ósseas: a sinovite destrói ligamentos e a cabeça da ulna sobe para dorsal (caput ulnae). Sua superfície fica áspera e corta os tendões que passam por cima a cada movimento.
- Invasão direta pela sinóvia: a tenossinovite infiltra e enfraquece o tendão.
- Isquemia: a sinóvia espessada sob o retináculo comprime a circulação do tendão.
A síndrome de Vaughan-Jackson. Descrita em 1948, é a ruptura progressiva dos extensores pelo atrito na cabeça da ulna subluxada. Começa pelos tendões mais ulnares, o extensor do dedo mínimo e o extensor comum do mínimo, e avança para o lado radial: anular, médio e indicador. O paciente nota primeiro a queda do dedo mínimo, muitas vezes indolor, e a perda da extensão vai se somando. Por isso, ao ver a primeira ruptura, deve-se operar logo, para evitar as seguintes.
Outras rupturas características.
| Tendão | Local e mecanismo |
|---|---|
| Extensor longo do polegar | Atrito no tubérculo de Lister; também ocorre após fraturas do rádio distal sem desvio |
| Flexor longo do polegar (Mannerfelt-Norman) | Atrito sobre um esporão do escafoide no túnel do carpo |
| Flexores dos dedos | Tenossinovite no túnel do carpo |
| Extensor ulnar do carpo | Geralmente subluxa para volar, contribuindo para o desvio radial do carpo; ruptura é menos frequente |
Diagnóstico diferencial da queda dos dedos na artrite reumatoide. Além da ruptura, a queda do dedo pode ser causada por luxação do extensor para o lado ulnar da metacarpofalângica (o paciente mantém a extensão se o dedo for colocado passivamente em extensão), por luxação palmar da MF ou por compressão do nervo interósseo posterior pela sinovite do cotovelo. O teste da tenodese (flexão do punho estende passivamente os dedos se o tendão estiver íntegro) ajuda a distinguir.
Tratamento. Sinovectomia, ressecção ou estabilização da cabeça da ulna (Darrach, Sauvé-Kapandji), e reconstrução dos tendões: sutura do coto distal ao tendão vizinho (laterolateral) ou transferência, como o extensor próprio do indicador ou o flexor superficial.
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