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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (UFG 2019)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaUFG 2019

Na paralisia obstétrica, o sinal do corneteiro é determinado pela

  1. paralisia dos rotadores externos.
  2. paralisia dos rotadores internos.
  3. lesão do nervo axilar.
  4. lesão do nervo musculocutâneo.
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Gabarito: A · paralisia dos rotadores externos.

Conceito-chave

O problema do ombro na paralisia obstétrica. Na lesão do tronco superior (C5-C6), os músculos que rodam o ombro para fora, o infraespinal e o redondo menor, ficam fracos ou paralisados, enquanto os rotadores internos, como o subescapular, o peitoral maior e o grande dorsal, recebem inervação também de raízes mais baixas e se recuperam mais. O desequilíbrio leva a uma contratura em rotação interna do ombro. Com o crescimento, a cabeça do úmero é empurrada para trás, a glenoide se torna retrovertida e pode surgir subluxação posterior: é a displasia glenoumeral da paralisia obstétrica.

O sinal do corneteiro. Quando a criança tenta levar a mão à boca, como para tocar uma corneta, ela não consegue fazer isso com o braço junto ao corpo, porque precisaria de rotação externa. Para compensar, abduz o ombro, levantando o cotovelo para o lado, e flexiona o cotovelo. A mão chega à boca com o braço em abdução, como alguém tocando uma corneta. O sinal mostra a falta de rotação externa ativa e a contratura em rotação interna.

Como avaliar.

RecursoO que mostra
Escala de Mallet modificadaPontua abdução, rotação externa, mão na nuca, mão nas costas, mão na boca
Rotação externa passiva com o braço aduzidoMede a contratura; perda progressiva sugere displasia
Ultrassom ou ressonânciaRetroversão da glenoide e subluxação da cabeça
Teste do biscoitoCapacidade de levar a mão à boca sem abduzir

Tratamento. Alongamentos desde cedo para preservar a rotação externa. Se a contratura persistir, toxina botulínica no subescapular, redução fechada com tenotomia ou alongamento do subescapular e gesso. Em crianças maiores, transferência do grande dorsal e do redondo maior para o manguito posterior (técnica de L'Episcopo, Hoffer e variações) para dar rotação externa ativa. Com deformidade articular avançada, osteotomia derrotativa externa do úmero.

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