Um polegar hipoplásico com instabilidade do ligamento colateral ulnar da metacarpofalangiana e hipoplasia do primeiro metacarpo com articulação trapézio-metacarpiana estável corresponde, na classificação de Manske, ao
- Tipo II.
- Tipo IIIA.
- Tipo IIIB.
- Tipo IV.
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Conceito-chave
Por que classificar a hipoplasia do polegar? O polegar é responsável por uma grande parte da função da mão. Na hipoplasia, ele pode variar de quase normal a ausente, e a decisão mais importante é se o polegar pode ser reconstruído ou se é melhor retirá-lo e fazer uma policização (transformar o indicador em polegar). Essa decisão depende principalmente de um dado: a estabilidade da articulação trapeziometacarpal (carpometacarpal, CMC), porque sem uma base estável o polegar não consegue fazer pinça útil.
Classificação de Blauth, modificada por Manske.
| Tipo | Achados | Tratamento habitual |
|---|---|---|
| I | Polegar discretamente menor, função quase normal | Nenhum |
| II | Hipoplasia da musculatura tenar, comissura estreita, instabilidade do colateral ulnar da MF | Reconstrução: aprofundar a comissura, oponentoplastia, estabilizar a MF |
| IIIA | Achados do tipo II, mais anomalias dos tendões extrínsecos e hipoplasia do metacarpo, com CMC estável | Reconstrução |
| IIIB | Achados do tipo III, com deficiência da base do metacarpo e CMC instável | Policização |
| IV | Polegar flutuante (pouce flottant), ligado por uma ponte de pele | Policização |
| V | Ausência do polegar | Policização |
Como diferenciar IIIA de IIIB. A chave é a base do primeiro metacarpo e a CMC. No IIIA, o metacarpo é menor, mas a base existe e a articulação é estável; o polegar tem uma plataforma em que a pinça pode se apoiar. No IIIB, a base do metacarpo falta ou é rudimentar, e a CMC é instável. A radiografia pode enganar em crianças pequenas, porque o trapézio ainda não está ossificado; o exame clínico da estabilidade e, às vezes, a observação de como a criança usa o polegar ajudam.
Associação com outras anomalias. A hipoplasia do polegar pode fazer parte da deficiência radial longitudinal, das síndromes VACTERL, de Holt-Oram, da anemia de Fanconi e da trombocitopenia com ausência de rádio. Por isso a criança deve ser avaliada por pediatra, com ecocardiograma, ultrassom renal e hemograma quando indicado.
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