Um paciente apresenta teste de Roos positivo, na síndrome do desfiladeiro torácico, se
- o pulso radial diminuir ou desaparecer quando ele girar a cabeça para o mesmo lado da lesão.
- a mão do lado sintomático ficar pálida devido à compressão da artéria subclávia após a abdução dos braços, rotação externa e elevação de 90 graus.
- o pulso radial diminuir ou desaparecer com a hiperextensão dos dois ombros e inspiração profunda simultânea.
- o pulso radial diminuir ou desaparecer quando ele desviar a cabeça para o lado contralateral à lesão.
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Conceito-chave
O que é o desfiladeiro torácico? É a região por onde o plexo braquial, a artéria subclávia e a veia subclávia passam do pescoço para a axila. Há três espaços em sequência: o triângulo dos escalenos (entre o escaleno anterior, o médio e a primeira costela, onde passam o plexo e a artéria), o espaço costoclavicular (entre a clavícula e a primeira costela, onde passam todos) e o espaço subcoracoide (atrás do peitoral menor). Costela cervical, bandas fibrosas, hipertrofia muscular e queda dos ombros podem estreitar esses espaços.
Os três tipos de síndrome.
- Neurogênica: a mais frequente, com dor, parestesia no lado ulnar da mão e, raramente, atrofia (mão de Gilliatt-Sumner).
- Venosa: trombose da veia subclávia (Paget-Schroetter), com edema e cianose do braço após esforço.
- Arterial: rara, com isquemia, aneurisma ou embolia, quase sempre associada a costela cervical.
Os testes provocativos.
| Teste | Manobra |
|---|---|
| Roos (estresse com braços elevados) | Braços abduzidos a 90 graus e em rotação externa, cotovelos a 90 graus; abrir e fechar as mãos por até 3 minutos. Positivo se reproduzir sintomas, causar peso, fadiga ou palidez da mão |
| Adson | Pescoço estendido, cabeça girada para o lado afetado, inspiração profunda; procura-se diminuição do pulso radial |
| Adson modificado ou de Halstead | Cabeça girada para o lado oposto |
| Costoclavicular (militar) | Ombros puxados para trás e para baixo, com inspiração; estreita o espaço costoclavicular |
| Wright (hiperabdução) | Braço em hiperabdução; comprime sob o peitoral menor |
Valor dos testes. Os testes que observam o pulso são positivos em muitas pessoas sem sintomas, por isso têm baixa especificidade. Valem mais quando reproduzem os sintomas do paciente. O diagnóstico combina história, exame, testes provocativos, imagem (radiografia para costela cervical, angiotomografia ou ultrassom com Doppler em posição provocativa) e exclusão de outras causas, como radiculopatia cervical e compressão do ulnar no cotovelo.
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