Para o tratamento das fraturas dos metacarpos com desvio, recomenda-se seguir o seguinte princípio:
- a fixação com placas ou fios intramedulares deve ser feita nas fraturas oblíquas curtas ou transversas.
- o traço oblíquo longo para permitir a fixação interfragmentária deve ter um terço do diâmetro do osso.
- o desvio angular é o fator mais importante na redução.
- os desvios angulares volares aceitáveis devem ser menores que 20 graus, nas fraturas do colo do quinto metacarpo.
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Conceito-chave
A geometria do traço e a rotação ajudam a escolher o tratamento da fratura metacarpal. Traços oblíquos longos ou espirais oferecem área para parafusos interfragmentários. Nos transversos e oblíquos curtos, falta extensão longitudinal para esse tipo de fixação isolada, e placas ou dispositivos intramedulares são opções conforme estabilidade e condições locais.
O resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, exige comprimento do traço maior que duas vezes o diâmetro do osso para parafusos de tração isolados, com preferência dos autores por mais de três vezes nos metacarpos. Um terço do diâmetro é o oposto dessa exigência e não oferece a superfície necessária para a montagem.
A rotação deve ser pesquisada ao fechar a mão: cruzamento dos dedos compromete a preensão e não é compensado pela mobilidade da CMC. Angulação tem tolerâncias diferentes por raio; o colo do quinto aceita mais desvio que os metacarpos centrais. O resumo descreve até cerca de 50° no colo do mínimo, não um teto universal de 20°.
Leia “Quando operar e com quê” e “Por que cada dedo tolera um desvio”, na seção dos metacarpos do resumo da Biblioteca.
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