Considerando as rupturas traumáticas do ligamento colateral ulnar do polegar,
- as lesões completas, mesmo sem interposição da aponeurose, têm indicação de cirurgia.
- o tratamento com imobilização nas lesões totais é de oito semanas no tratamento conservador.
- a avulsão do ligamento frequentemente ocorre na cabeça do metacarpo.
- a presença de uma pequena avulsão de fragmento da base da falange proximal com desvio menor que 2 mm indica lesão de Stener.
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Conceito-chave
Ruptura completa do LCU e lesão de Stener são conceitos relacionados, mas diferentes. Na ruptura completa, a MCF do polegar perde a contenção ulnar e pode não apresentar ponto final firme ao estresse radial. Stener acrescenta uma barreira: o coto rompido fica superficial à aponeurose do adutor, que o separa da inserção óssea.
O resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, descreve cirurgia como conduta usual para a ruptura completa, pelo risco de interposição e falha de cicatrização. Se for considerada uma opção conservadora, é necessário excluir Stener por avaliação complementar adequada. Portanto, não demonstrar interposição não torna toda ruptura completa uma lesão de tratamento obrigatoriamente conservador.
O local mais frequente de ruptura é distal, na base da falange proximal. Pequenas avulsões ósseas podem ter má evolução mesmo com pouco desvio porque o fragmento pode rodar. Entretanto, tamanho e desvio do fragmento não comprovam Stener: a definição exige a aponeurose interposta.
Leia “Tratamento” e “O que é a lesão de Stener”, na seção do LCU do polegar do resumo da Biblioteca.
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