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Questão de Lesões dos tendões extensores (UFG 2019)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresUFG 2019

Os tendões extensores dos dedos são divididos em zonas conforme sua localização. Cada zona tem suas características com relação ao reparo de lesões. Dessa forma,

  1. o deslocamento radial pela ruptura da banda sagital ocorre na zona V.
  2. a deficiência pode ser mascarada pelas junções tendíneas, em lesões na zona VI.
  3. o reparo é feito no III compartimento extensor, na zona VII.
  4. as lesões da zona VIII têm como característica a miorrafia.
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Gabarito: B · a deficiência pode ser mascarada pelas junções tendíneas, em lesões na zona VI.

Conceito-chave

Por que dividir os extensores em zonas? O aparelho extensor muda muito do antebraço até a ponta do dedo: começa como músculos, vira tendões cilíndricos sob o retináculo e se transforma, no dedo, numa lâmina fina com bandas centrais e laterais. Cada região tem anatomia, mecanismo de lesão, técnica de reparo e prognóstico próprios. A classificação de Kleinert e Verdan organiza essas regiões em zonas numeradas da distal para a proximal; as zonas ímpares ficam sobre as articulações.

ZonaLocalização
IInterfalângica distal (dedo em martelo)
IIFalange média
IIIInterfalângica proximal (botoeira)
IVFalange proximal
VMetacarpofalângica (bandas sagitais; mordida em soco)
VIDorso da mão, sobre os metacarpos
VIIPunho, sob o retináculo dos extensores
VIIIAntebraço distal, junção musculotendínea
IXAntebraço proximal, ventres musculares

No polegar, as zonas vão de T-I (interfalângica) a T-V (punho).

O que muda em cada zona.

  • Zona V: as bandas sagitais centralizam o tendão extensor sobre a cabeça do metacarpo. A ruptura da banda sagital radial, mais comum no dedo médio, deixa o tendão escorregar para o lado ulnar (luxação do extensor, ou boxer's knuckle). Feridas nessa zona devem ser consideradas mordida humana até prova em contrário.
  • Zona VI: o tendão é largo e fácil de suturar, e o prognóstico é bom. Mas as junções tendíneas (juncturae tendinum), faixas que ligam os extensores comuns entre si, podem transmitir força de um tendão vizinho e permitir que o dedo estenda mesmo com o tendão cortado proximal à junção. O exame pode parecer normal; a extensão é fraca e a ferida deve ser explorada.
  • Zona VII: os tendões passam pelos seis compartimentos sob o retináculo. O reparo é difícil pelo risco de aderências e pode exigir abertura parcial do retináculo, preservando parte para evitar efeito de corda de arco.
  • Zona VIII: junção musculotendínea; os cotos musculares seguram mal a sutura.
  • Zona IX: ventres musculares; o reparo é uma miorrafia, geralmente com sutura da fáscia que envolve o músculo, e pode haver lesão de ramos do nervo interósseo posterior.

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