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Questão de Lesões dos tendões extensores (UFG 2019)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresUFG 2019

A hiperextensão da articulação interfalângica distal na deformidade em botoeira é decorrente

  1. da subluxação volar das bandeletas laterais.
  2. da retração dos ligamentos de Cleland.
  3. do afrouxamento da placa volar.
  4. da contratura dos ligamentos retinaculares oblíquos.
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Gabarito: D · da contratura dos ligamentos retinaculares oblíquos.

Conceito-chave

O equilíbrio normal do dedo. O extensor comum se divide, sobre a falange proximal, em uma banda central (ou bandeleta central), que se insere na base da falange média e estende a interfalângica proximal (IFP), e duas bandas laterais, que recebem os tendões dos interósseos e lumbricais, passam dorsalmente ao eixo da IFP e se unem para formar o tendão terminal, que estende a interfalângica distal (IFD). O ligamento triangular, no dorso da falange média, mantém as bandas laterais juntas e dorsais. Os ligamentos retinaculares oblíquos (de Landsmeer) saem da bainha flexora na falange proximal, passam volarmente ao eixo da IFP e dorsalmente ao eixo da IFD, e se unem ao tendão terminal. Eles coordenam as duas articulações: quando a IFP estende, ficam tensos e ajudam a estender a IFD.

Como a botoeira se forma.

  1. A banda central se rompe ou se alonga, por corte, trauma fechado ou artrite reumatoide, e a IFP perde a extensão.
  2. O ligamento triangular se distende e as bandas laterais escorregam para volar do eixo da IFP.
  3. Ali, as bandas laterais passam a fletir a IFP e, como seu comprimento útil aumenta em relação ao tendão terminal, transmitem toda a força extensora para a IFD, que hiperestende.
  4. Com o tempo, os ligamentos retinaculares oblíquos, mantidos encurtados nessa posição, contraem. A IFD fica presa em hiperextensão e não flete passivamente com a IFP estendida. A deformidade deixa de ser corrigível.

Como testar. O teste de Haines-Zancolli avalia o ligamento retinacular oblíquo: com a IFP mantida em extensão, se a IFD não fletir passivamente, há contratura do ligamento; se fletir quando a IFP é fletida, a restrição é ligamentar e não articular. O teste de Elson detecta a lesão aguda da banda central: com a IFP fletida a 90 graus sobre a borda de uma mesa, o paciente tenta estender a falange média; se a IFD ficar rígida em extensão, a banda central está rompida.

Tratamento conforme a fase.

FaseConduta
Aguda fechadaTala da IFP em extensão por cerca de 6 semanas, com IFD livre para fletir ativamente
Crônica corrigívelTala seriada e exercícios de flexão da IFD
Crônica com hiperextensão fixa da IFDTenotomia do tendão terminal (Fowler) ou reconstrução da banda central

A flexão ativa da IFD durante o tratamento mantém as bandas laterais dorsalizadas e alonga o ligamento retinacular oblíquo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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