A hiperextensão da articulação interfalângica distal na deformidade em botoeira é decorrente
- da subluxação volar das bandeletas laterais.
- da retração dos ligamentos de Cleland.
- do afrouxamento da placa volar.
- da contratura dos ligamentos retinaculares oblíquos.
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Conceito-chave
O equilíbrio normal do dedo. O extensor comum se divide, sobre a falange proximal, em uma banda central (ou bandeleta central), que se insere na base da falange média e estende a interfalângica proximal (IFP), e duas bandas laterais, que recebem os tendões dos interósseos e lumbricais, passam dorsalmente ao eixo da IFP e se unem para formar o tendão terminal, que estende a interfalângica distal (IFD). O ligamento triangular, no dorso da falange média, mantém as bandas laterais juntas e dorsais. Os ligamentos retinaculares oblíquos (de Landsmeer) saem da bainha flexora na falange proximal, passam volarmente ao eixo da IFP e dorsalmente ao eixo da IFD, e se unem ao tendão terminal. Eles coordenam as duas articulações: quando a IFP estende, ficam tensos e ajudam a estender a IFD.
Como a botoeira se forma.
- A banda central se rompe ou se alonga, por corte, trauma fechado ou artrite reumatoide, e a IFP perde a extensão.
- O ligamento triangular se distende e as bandas laterais escorregam para volar do eixo da IFP.
- Ali, as bandas laterais passam a fletir a IFP e, como seu comprimento útil aumenta em relação ao tendão terminal, transmitem toda a força extensora para a IFD, que hiperestende.
- Com o tempo, os ligamentos retinaculares oblíquos, mantidos encurtados nessa posição, contraem. A IFD fica presa em hiperextensão e não flete passivamente com a IFP estendida. A deformidade deixa de ser corrigível.
Como testar. O teste de Haines-Zancolli avalia o ligamento retinacular oblíquo: com a IFP mantida em extensão, se a IFD não fletir passivamente, há contratura do ligamento; se fletir quando a IFP é fletida, a restrição é ligamentar e não articular. O teste de Elson detecta a lesão aguda da banda central: com a IFP fletida a 90 graus sobre a borda de uma mesa, o paciente tenta estender a falange média; se a IFD ficar rígida em extensão, a banda central está rompida.
Tratamento conforme a fase.
| Fase | Conduta |
|---|---|
| Aguda fechada | Tala da IFP em extensão por cerca de 6 semanas, com IFD livre para fletir ativamente |
| Crônica corrigível | Tala seriada e exercícios de flexão da IFD |
| Crônica com hiperextensão fixa da IFD | Tenotomia do tendão terminal (Fowler) ou reconstrução da banda central |
A flexão ativa da IFD durante o tratamento mantém as bandas laterais dorsalizadas e alonga o ligamento retinacular oblíquo.
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