A lesão do tendão extensor terminal nos dedos da mão resulta em deformidade em flexão da interfalângica distal (dedo em martelo). Nessa lesão,
- a cirurgia é necessária após quatro semanas de evolução.
- o tempo de imobilização na fase aguda varia de duas a quatro semanas.
- a separação traumática da epífise é uma das causas em crianças.
- as alterações artríticas evoluem em 75% das lesões com fratura associada.
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Conceito-chave
O problema não é apenas o tamanho do fragmento. No martelo ósseo, o extensor terminal avulsiona um fragmento da base dorsal da falange distal. O paciente perde a extensão ativa da ponta, e a radiografia de perfil deve avaliar tanto o fragmento quanto a relação entre a falange distal e a cabeça da falange média.
A subluxação volar mostra que a articulação perdeu congruência. A falange distal não está simplesmente fletida: sua base se deslocou em relação à superfície articular proximal. Esse achado pesa na decisão de estabilizar a lesão, pois manter uma articulação subluxada pode deixar deformidade e comprometimento funcional.
Percentual articular e estabilidade são relacionados, mas não são sinônimos. Fragmentos maiores aumentam a preocupação com subluxação, porém um número isolado não substitui a avaliação do perfil e da redução. O resumo também discute bons resultados de tratamento conservador em algumas fraturas grandes, razão para não ensinar que todo fragmento acima de uma porcentagem exige a mesma operação.
Quando há congruência e estabilidade, a imobilização contínua da articulação interfalângica distal (IFD) em extensão é uma opção; a articulação interfalângica proximal (IFP) não precisa ser imobilizada por causa de uma lesão terminal isolada. Quando a redução não se mantém, as técnicas de fixação precisam recuperar a articulação, além de posicionar o fragmento.
Leia a seção “Falange distal: tufo, martelo ósseo, jersey e Seymour” no resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, na Biblioteca, para conferir o mecanismo e suas implicações.
O resumo também inclui a lesão epifisária entre os padrões de martelo ósseo na criança. Ela precisa ser distinguida de Seymour, em que há fratura fisária associada à lesão ungueal e possível exposição. Reconhecer uma causa infantil não significa considerar todos os dedos em martelo uma mesma lesão, nem aplicar um prazo cirúrgico universal.
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