Qual das técnicas de reparo tendíneo confere maior resistência à separação de cotos?
- Kessler.
- Epitendínea continua.
- Puvertaft.
- Mason-Allen.
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Conceito-chave
Duas situações diferentes de sutura tendínea. É importante separar o reparo terminoterminal de um tendão cortado (os dois cotos são do mesmo tendão, com o mesmo calibre) da junção entre tendões diferentes, como nas transferências tendíneas e nos enxertos, em que um tendão doador é unido a um receptor. As técnicas e a resistência são diferentes.
Reparo terminoterminal. É feito com uma sutura central (core suture), passada dentro do tendão, e uma sutura epitendínea periférica.
- Sutura central: as técnicas clássicas usam duas passadas (Kessler, Kessler modificado, Tajima); hoje se prefere quatro ou seis passadas (Strickland, cruzada de Adelaide, M-Tang), porque a resistência é aproximadamente proporcional ao número de passadas que atravessam o local do reparo. Fios mais grossos (3-0 ou 4-0) e pontos de ancoragem a cerca de 7 a 10 mm da borda aumentam a força.
- Sutura epitendínea: regulariza a superfície e acrescenta resistência, sobretudo à formação de fenda (gap). Suturas contínuas cruzadas (Silfverskiöld) são mais fortes que as contínuas simples.
Junção de tendões diferentes: a sutura entrelaçada de Pulvertaft. O tendão doador é passado através de fendas feitas no tendão receptor em planos perpendiculares, três ou quatro vezes, e fixado com pontos em cada cruzamento. O contato entre superfícies é grande, e a força de tração é distribuída pelas várias passagens. É a técnica de escolha para transferências tendíneas e para fixar enxertos na palma ou no antebraço, porque permite mobilização precoce. Sua desvantagem é o volume: não cabe no interior da bainha digital (zona II), onde bloquearia o deslizamento.
Comparação.
| Técnica | Uso | Resistência relativa | Limitação |
|---|---|---|---|
| Kessler (duas passadas) | Reparo terminoterminal | Baixa a moderada | Exige proteção prolongada |
| Epitendínea contínua isolada | Complemento | Baixa | Não deve ser usada sozinha |
| Mason-Allen | Sutura de preensão, usada sobretudo em tendão para osso | Moderada | Não é técnica de junção entre tendões |
| Pulvertaft (entrelaçada) | Transferências e enxertos | Alta | Volumosa; não serve na zona II |
Por que a resistência importa? Os programas de mobilização ativa precoce impõem forças ao reparo. Se a sutura abrir uma fenda maior que cerca de 3 mm, a cicatrização perde força e aumenta o risco de ruptura e aderências. Por isso se busca a técnica mais forte compatível com a anatomia do local.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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