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Questão de Retalhos e cobertura cutânea (UFG 2019)

Mão e punhoRetalhos e cobertura cutâneaUFG 2019

O retalho cruzado (cross finger) é utilizado para tratamento de perdas cutâneas com exposição de tendões e nervos nos dedos. Na aplicação desse retalho,

  1. o uso em pacientes acima de 50 anos deve ser evitado.
  2. o retalho volar é levantado, nas perdas dorsais.
  3. a gordura deve ser deixada sobre o paratendão na área doadora.
  4. o enxerto da área doadora é feito no segundo tempo da cirurgia.
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Gabarito: A · o uso em pacientes acima de 50 anos deve ser evitado.

Conceito-chave

O que é o retalho cruzado de dedo? O cross finger é um retalho de pele e subcutâneo levantado do dorso da falange média de um dedo vizinho e virado como a página de um livro para cobrir uma perda na face volar do dedo lesado. A base do retalho fica do lado voltado para o dedo receptor e mantém sua irrigação pelos vasos dorsais. Os dois dedos ficam unidos durante cerca de duas a três semanas, até que o retalho receba circulação do leito; então se faz a secção da base e o acabamento.

Quando é indicado? Perdas volares da polpa ou da falange média ou proximal com exposição de tendão, osso ou nervo, que não aceitariam um enxerto de pele. Também é útil em amputações oblíquas da polpa com exposição óssea, quando se deseja preservar comprimento. No polegar, usa-se o retalho do indicador, em uma variação que pode levar inervação do ramo dorsal (retalho de Holevich ou kite flap, com pedículo próprio).

Passo a passo.

  1. Desenho do retalho no dorso da falange média do dedo doador, com base lateral voltada para o receptor.
  2. Elevação no plano acima do paratendão, levando pele e subcutâneo; o paratendão fica no doador para receber um enxerto de pele.
  3. Viragem do retalho e sutura no defeito.
  4. Enxerto de pele total ou parcial na área doadora no mesmo tempo cirúrgico.
  5. Secção do pedículo após 2 a 3 semanas e reabilitação.

Variação para perdas dorsais: o retalho cruzado reverso. Para cobrir o dorso de um dedo, levanta-se a pele do dorso do dedo vizinho como um retalho fino, que permanece no doador; o subcutâneo, então, é levantado como um segundo retalho, virado para o dorso do dedo receptor e coberto com enxerto. A pele fina é recolocada no doador.

Contraindicações e cuidados. Pacientes com mais de 50 anos, artrite, doença vascular periférica, tabagismo intenso, Dupuytren ou tendência a rigidez têm maior risco de contratura das interfalângicas pela imobilização prolongada em flexão. Por isso o retalho é evitado ou usado com cautela nesses pacientes. Outras desvantagens: dois tempos cirúrgicos, cicatriz no dedo doador, perda de sensibilidade inicial e risco de rigidez.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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