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Questão de Doença de Dupuytren (UFG 2017)

Mão e punhoDoença de DupuytrenUFG 2017

O envolvimento da articulação interfalangeana distal na moléstia de Dupuytren é causado pela corda

  1. espiral.
  2. natatória.
  3. retrovascular.
  4. central.
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Gabarito: C · retrovascular.

Conceito-chave

Banda e corda: a diferença essencial. A fáscia palmar e digital normal é formada por bandas, estruturas fibrosas que estabilizam a pele e protegem os feixes neurovasculares. Na doença de Dupuytren, miofibroblastos transformam essas bandas em cordas, estruturas espessas e contráteis que encurtam e puxam as articulações em flexão. Cada corda nasce de uma banda específica, e conhecer essa correspondência permite prever qual articulação será contraída e onde o feixe neurovascular estará durante a cirurgia.

Estruturas que se tornam cordas e as que não se tornam. O ligamento de Grayson, que fica volar ao feixe neurovascular, participa da doença. O ligamento de Cleland, dorsal ao feixe, é preservado; por isso é um ponto de referência seguro na cirurgia.

Banda normalCorda patológicaArticulação ou regiãoObservações
Banda pré-tendíneaCorda pré-tendíneaMetacarpofalângicaA mais comum na palma
Continuação da pré-tendínea no dedoCorda centralInterfalângica proximalFica na linha média do dedo
Banda espiral, lâmina digital lateral e GraysonCorda espiralInterfalângica proximalDesloca o feixe neurovascular para o centro e para a superfície
Lâmina digital lateralCorda lateralIFP e às vezes IFD, especialmente no dedo mínimoTambém pode deslocar o feixe
Ligamento natatórioCorda natatóriaComissuraLimita a abertura dos dedos
Banda retrovascular (de Thomine)Corda retrovascularInterfalângica distalDorsal ao feixe neurovascular
Abdutor do dedo mínimoCorda do abdutorIFP do dedo mínimoRisco ao nervo digital ulnar

Por que a IFD contrai? A banda retrovascular, descrita por Thomine, corre dorsal ao feixe neurovascular, ao longo da falange proximal e média, até a base da falange distal. Quando se transforma em corda, puxa a interfalângica distal em flexão. Por ser profunda ao feixe, costuma ser esquecida na fasciectomia, e a contratura residual da IFD pode persistir. A contratura da IFD isolada também pode ser causada pela corda lateral no dedo mínimo, e na doença avançada a IFD pode hiperestender secundariamente, num padrão em botoeira.

Implicações cirúrgicas. Na corda espiral, o nervo digital pode estar deslocado para a linha média, logo abaixo da pele, e ser lesado numa incisão desatenta. A técnica segura é identificar o feixe proximalmente, na palma, e segui-lo distalmente. A contratura da MF responde melhor a qualquer tratamento do que a da IFP, que tende a recidivar e a ter rigidez capsular secundária.

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