A avulsão distal traumática da fibrocartilagem triangular, na classificação de Palmer, corresponde ao tipo
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Conceito-chave
O que é o complexo da fibrocartilagem triangular (CFCT)? É o conjunto de estruturas que estabiliza a articulação radioulnar distal e amortece a carga no lado ulnar do punho. Inclui o disco articular (a fibrocartilagem propriamente dita), os ligamentos radioulnares dorsal e palmar, o menisco homólogo, a bainha do extensor ulnar do carpo e os ligamentos ulnocárpicos (ulnossemilunar e ulnopiramidal). O disco nasce na borda da incisura sigmoide do rádio e se insere na fóvea e no estiloide da ulna; os ligamentos ulnocárpicos partem do CFCT em direção distal até o semilunar e o piramidal. Cerca de 20% da carga axial do punho passa pelo lado ulnar quando a variância é neutra.
Vascularização define o potencial de reparo. A periferia do CFCT, cerca de 10% a 40% externos, recebe vasos dos ramos da artéria interóssea anterior e da ulnar. O centro e a parte radial são praticamente avasculares. Por isso lesões periféricas costumam cicatrizar após reparo, enquanto lesões centrais são tratadas com desbridamento.
A classificação de Palmer (1989) divide as lesões em traumáticas (classe 1) e degenerativas (classe 2). Nas traumáticas, a letra indica onde ocorreu a ruptura, seguindo uma volta pelo complexo: centro, ulna, carpo e rádio.
| Palmer 1 | Local | Observações | Tratamento habitual |
|---|---|---|---|
| 1A | Perfuração central do disco | Zona avascular; a mais comum | Desbridamento artroscópico |
| 1B | Avulsão ulnar (periférica), com ou sem fratura do estiloide | Pode causar instabilidade radioulnar distal | Reparo, artroscópico ou aberto; fixação do estiloide quando de base |
| 1C | Avulsão distal: ruptura dos ligamentos ulnocárpicos, na inserção carpal | Rara; pode permitir supinação do carpo em relação à ulna | Reparo dos ligamentos ulnocárpicos |
| 1D | Avulsão radial, da incisura sigmoide, com ou sem fratura | Zona menos vascularizada | Desbridamento ou reinserção |
As degenerativas (2A a 2E) descrevem a progressão da síndrome do impacto ulnocárpico em punhos com variância ulnar positiva: desgaste do disco, condromalácia do semilunar ou da ulna, perfuração, lesão do ligamento lunopiramidal e, por fim, artrose.
Como a lesão aparece clinicamente. Dor no lado ulnar do punho, estalido em pronossupinação, dor no sinal da fóvea (palpação do recesso entre o estiloide da ulna e o flexor ulnar do carpo) e, nas lesões periféricas, instabilidade da radioulnar distal no teste da gaveta. A ressonância, preferencialmente com contraste intra-articular, ajuda, mas a artroscopia é o padrão para classificar e tratar.
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