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Questão de Fibrocartilagem triangular e punho ulnar (UFG 2017)

Mão e punhoFibrocartilagem triangular e punho ulnarUFG 2017

A avulsão distal traumática da fibrocartilagem triangular, na classificação de Palmer, corresponde ao tipo

  1. IA
  2. IB
  3. IC
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Gabarito: C · IC

Conceito-chave

O que é o complexo da fibrocartilagem triangular (CFCT)? É o conjunto de estruturas que estabiliza a articulação radioulnar distal e amortece a carga no lado ulnar do punho. Inclui o disco articular (a fibrocartilagem propriamente dita), os ligamentos radioulnares dorsal e palmar, o menisco homólogo, a bainha do extensor ulnar do carpo e os ligamentos ulnocárpicos (ulnossemilunar e ulnopiramidal). O disco nasce na borda da incisura sigmoide do rádio e se insere na fóvea e no estiloide da ulna; os ligamentos ulnocárpicos partem do CFCT em direção distal até o semilunar e o piramidal. Cerca de 20% da carga axial do punho passa pelo lado ulnar quando a variância é neutra.

Vascularização define o potencial de reparo. A periferia do CFCT, cerca de 10% a 40% externos, recebe vasos dos ramos da artéria interóssea anterior e da ulnar. O centro e a parte radial são praticamente avasculares. Por isso lesões periféricas costumam cicatrizar após reparo, enquanto lesões centrais são tratadas com desbridamento.

A classificação de Palmer (1989) divide as lesões em traumáticas (classe 1) e degenerativas (classe 2). Nas traumáticas, a letra indica onde ocorreu a ruptura, seguindo uma volta pelo complexo: centro, ulna, carpo e rádio.

Palmer 1LocalObservaçõesTratamento habitual
1APerfuração central do discoZona avascular; a mais comumDesbridamento artroscópico
1BAvulsão ulnar (periférica), com ou sem fratura do estiloidePode causar instabilidade radioulnar distalReparo, artroscópico ou aberto; fixação do estiloide quando de base
1CAvulsão distal: ruptura dos ligamentos ulnocárpicos, na inserção carpalRara; pode permitir supinação do carpo em relação à ulnaReparo dos ligamentos ulnocárpicos
1DAvulsão radial, da incisura sigmoide, com ou sem fraturaZona menos vascularizadaDesbridamento ou reinserção

As degenerativas (2A a 2E) descrevem a progressão da síndrome do impacto ulnocárpico em punhos com variância ulnar positiva: desgaste do disco, condromalácia do semilunar ou da ulna, perfuração, lesão do ligamento lunopiramidal e, por fim, artrose.

Como a lesão aparece clinicamente. Dor no lado ulnar do punho, estalido em pronossupinação, dor no sinal da fóvea (palpação do recesso entre o estiloide da ulna e o flexor ulnar do carpo) e, nas lesões periféricas, instabilidade da radioulnar distal no teste da gaveta. A ressonância, preferencialmente com contraste intra-articular, ajuda, mas a artroscopia é o padrão para classificar e tratar.

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