As duplicações congênitas do polegar levam à deformidade estética e funcional. Entre as características dessas duplicações, encontra-se a seguinte:
- deformidade pós-axial na mão.
- defeito na formação de partes.
- defeito na diferenciação de partes.
- ablação do dedo mais ulnar, quando completas.
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Conceito-chave
A duplicação do polegar (polidactilia pré-axial) é a anomalia congênita do polegar mais comum. Na classificação de Swanson (base da antiga IFSSH), as duplicações formam uma categoria própria (grupo III), separada das falhas de formação (I) e de diferenciação (II). Na classificação OMT moderna, entram nas malformações do eixo radioulnar.
Wassel (nível da duplicação)
I e II: falange distal (bífida / duplicada); III e IV: falange proximal; V e VI: metacarpo; VII: com trifalângico. O tipo IV é o mais comum.
Princípios do tratamento
- não é só amputar o extra: os dois polegares são hipoplásicos;
- em geral se remove o componente radial (menor, menos desenvolvido) e preserva-se o ulnar, que já tem o colateral ulnar (estabilidade na pinça) e a relação com o indicador;
- o colateral radial e a inserção do abdutor curto do polegar removido são transferidos ao polegar mantido;
- centralizar os tendões flexores e extensores, estreitar a cabeça do metacarpo ou da falange e corrigir desvios angulares com osteotomias;
- Bilhaut-Cloquet (fusão das metades dos dois polegares) para duplicações simétricas e hipoplásicas;
- momento: geralmente entre 9 e 18 meses.
Complicações
Instabilidade, desvio angular residual (deformidade em Z), rigidez, unha deformada; muitas exigem revisão.
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