Na enfermidade de Dupuytren, qual é a estrutura responsável pela medialização do feixe neurovascular?
- Ligamento natatório.
- Ligamento de Cleland.
- Corda espiral.
- Corda central.
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Conceito-chave
A corda espiral é a estrutura mais perigosa na cirurgia da doença de Dupuytren, porque desloca o feixe neurovascular para a linha média e para a superfície.
Como a corda espiral se forma
Ela é a doença de quatro estruturas em continuidade:
- banda pré-tendínea (na palma);
- banda espiral (que passa por baixo do feixe neurovascular);
- lâmina digital lateral;
- ligamento de Grayson (volar ao feixe).
Normalmente essas estruturas contornam o feixe em espiral. Quando se contraem e retificam, a corda puxa o feixe neurovascular, que fica enrolado ao redor dela, e o desloca para medial (linha média), proximal e superficial. O resultado: logo abaixo da pele, no meio do dedo, pode estar o nervo digital.
Sinais pré-operatórios de corda espiral
- contratura da IFP;
- massa de tecido mole entre a prega palmar distal e a prega digital proximal (interdigital);
- pele que "afunda" na base do dedo.
Na cirurgia
Identificar o feixe proximalmente, na palma, onde está na posição normal, e segui-lo distalmente, liberando-o da corda antes de ressecá-la.
As outras estruturas
- ligamento natatório: forma a corda natatória (contratura da comissura);
- ligamento de Cleland: dorsal ao feixe, geralmente poupado;
- corda central: continuação da pré-tendínea no dedo, na linha média, não desloca o feixe.
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