Na zona II da classificação de Kleinert e Verdan, a nutrição dos tendões flexores apresenta-se com a seguinte característica:
- a parte dorsal do tendão, a que fica em contato com a falange, é a mais vascularizada.
- os vasos penetram no tendão através das polias flexoras.
- as vínculas carreiam os vasos pela parte ventral dos tendões.
- a parte distal do flexor profundo é nutrida por difusão de líquido sinovial, pois é desprovido de vínculas.
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Conceito-chave
Os tendões flexores na zona II têm nutrição dupla: vascular (pelos vínculos) e por difusão do líquido sinovial.
Os vínculos
Pregas de mesotendão que levam vasos dos ramos transversos das artérias digitais até os tendões. Há um vínculo curto e um longo para cada tendão (superficial e profundo).
- os vasos entram pela face dorsal do tendão (a que fica voltada para a falange);
- por isso, a metade dorsal do tendão é a mais vascularizada;
- a face volar (a que desliza contra as polias) é relativamente avascular, nutrida principalmente por difusão do líquido sinovial (as polias não levam vasos ao tendão);
- há também zonas avasculares relativas sob as polias (por exemplo, sob a A2 e na região do quiasma).
Implicações para o reparo
- os pontos de sutura central devem ficar preferencialmente na metade volar do tendão, para não lesar os vasos dorsais (alguns autores recomendam isso; outros priorizam a resistência);
- preservar os vínculos sempre que possível (são eles que impedem a retração na avulsão tipo II de Leddy e Packer);
- a difusão sinovial explica por que o tendão cicatriza dentro da bainha (cicatrização intrínseca) e por que a reconstrução da bainha foi tentada.
O profundo distal
Também tem vínculo curto perto da inserção, não é nutrido só por difusão.
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