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Questão de Anestesia em cirurgia da mão (UFG 2017)

Mão e punhoAnestesia em cirurgia da mãoUFG 2017

Na abordagem das feridas graves contaminadas,

  1. o debridamento com uso de torniquete permite identificar de maneira adequada o tecido viável e o comprometido.
  2. o debridamento deve ser parcimonioso para evitar a remoção de estruturas viáveis.
  3. a excisão dos tecidos suspeitos deve ser realizada antes do reparo vascular, na presença de lesão arterial.
  4. a cobertura cutânea deve ser feita nas primeiras vinte e quatro horas.
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Gabarito: A · o debridamento com uso de torniquete permite identificar de maneira adequada o tecido viável e o comprometido.

Conceito-chave

O desbridamento é o passo mais importante no tratamento das feridas graves e contaminadas da mão: tecido morto é meio de cultura e a principal causa de infecção.

Princípios do desbridamento

  • radical, não parcimonioso: remover todo o tecido desvitalizado e contaminado, preservando estruturas nobres viáveis (nervos, vasos, tendões que funcionem);
  • com garrote (torniquete): o campo exangue permite identificar com clareza as estruturas (nervos, vasos, tendões) e ver o tecido contaminado, sem que o sangramento atrapalhe; a banca considerou essa a afirmação correta;
  • a viabilidade do músculo e da pele é confirmada pelo sangramento e pela contratilidade (critérios de Scully: cor, consistência, contratilidade e capacidade de sangrar), o que exige soltar o garrote em algum momento antes de terminar;
  • lavagem abundante com soro (baixa pressão);
  • reexaminar em 24 a 72 horas ("second look"), porque a zona de lesão evolui.

Sequência nas lesões graves (mão mutilada)

  1. desbridamento e lavagem;
  2. estabilização óssea;
  3. reparo vascular (revascularização) quando necessário, cedo (shunts temporários se a isquemia for longa);
  4. reparo de tendões e nervos quando a ferida permitir;
  5. cobertura cutânea precoce (idealmente na primeira semana, "fix and flap"; não é obrigatória nas primeiras 24 horas, mas não deve ser muito atrasada).

Em lesões arteriais, a revascularização não deve esperar desbridamentos prolongados: a isquemia continua correndo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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