Os retalhos são confeccionados tendo em vista o suprimento vascular ou a estrutura do tecido. Nesse sentido, é necessário observar que:
- o comprimento e a largura devem ser semelhantes, na elevação de retalhos com padrão de vascularização axial.
- o retalho inguinal tem padrão de vascularização axial.
- os retalhos musculares devem ser transferidos com pele para evitar sofrimento.
- os vasos, nos retalhos fasciocutâneos, passam primeiro no músculo antes de emergir à fáscia.
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Conceito-chave
Os retalhos são classificados pelo padrão vascular (ao acaso ou axial), pelo conteúdo (cutâneo, fasciocutâneo, muscular, musculocutâneo, ósseo) e pelo movimento (avanço, rotação, transposição, interpolação, ilha, livre).
Padrão vascular
| Ao acaso | Axial | |
|---|---|---|
| Irrigação | Plexo subdérmico | Vaso nomeado no eixo |
| Proporção comprimento/largura | Limitada (1:1 a 2:1 nos membros) | Livre: o comprimento segue o território do vaso |
| Exemplos | Avanço, rotação, Limberg | Inguinal (circunflexa ilíaca superficial), Kite, frontal |
Conteúdo
- fasciocutâneo: o retalho leva pele, subcutâneo e fáscia, sem músculo; os vasos podem chegar por perfurantes diretas, septocutâneas ou mesmo musculocutâneas dissecadas através do músculo, que é deixado no lugar (como no ALT e no DIEP) (Cormack e Lamberty A a D);
- musculocutâneo: o retalho inclui o músculo junto com a pele;
- muscular: o músculo pode ser transferido sem pele e coberto com enxerto de pele parcial (por exemplo, grande dorsal, grácil, serrátil livres), com bom resultado e menos volume.
O inguinal
Retalho cutâneo axial, baseado na artéria circunflexa ilíaca superficial (presente em cerca de 96%), usado pediculado para cobrir a mão e o punho.
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