O germe mais comum relacionado à fasciite necrotizante na mão é o
- Streptococcus.
- Staphilococcus.
- Eikenella corrodens.
- Pasteurella multocida.
- MRSA comunitário.
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Conceito-chave
A fasceíte necrosante é uma infecção que se espalha pela fáscia, com necrose rápida e sepse. A mortalidade é alta, e o atraso no desbridamento é o principal fator modificável.
Classificação microbiológica:
| Tipo | Agentes | Perfil |
|---|---|---|
| I (polimicrobiana) | Aeróbios + anaeróbios | Diabéticos, períneo e tronco |
| II (monomicrobiana) | ***Streptococcus pyogenes* (grupo A)**, às vezes com *S. aureus* | A forma típica nos membros, inclusive a mão |
| III | *Vibrio vulnificus*, clostrídios | Água do mar, peixes, trauma contaminado |
Na mão e no membro superior, o estreptococo do grupo A é o agente mais comum. Usuários de drogas injetáveis, diabéticos e imunossuprimidos são grupos de risco.
Sinais: dor desproporcional ao achado da pele (precoce e mais importante), edema tenso além do eritema, bolhas, crepitação, anestesia da pele, choque. O escore LRINEC (PCR, leucócitos, hemoglobina, sódio, creatinina, glicose) ajuda, mas não exclui.
Tratamento: desbridamento cirúrgico amplo e urgente (o teste do dedo: a fáscia descola sem resistência e sai um líquido turvo, "água de lavar pratos"), repetido a cada 24 a 48 horas, antibiótico de largo espectro incluindo clindamicina (inibe a produção de toxinas).
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