Assinale a alternativa que indica a variação anatômica encontrada no primeiro compartimento extensor do punho e que tem importância no tratamento cirúrgico da tenossinovite de De Quervain.
- Extensor curto do polegar extranumerário.
- Presença de subcompartimento separando o abdutor longo do polegar do extensor curto do polegar.
- Inserção proximal do abdutor longo do polegar no carpo.
- Ausência do tendão do extensor curto do polegar.
- Abdutor curto do polegar múltiplo.
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Conceito-chave
O primeiro compartimento extensor contém o abdutor longo do polegar (ALP) e o extensor curto do polegar (ECP). Na tenossinovite de De Quervain, as variações anatômicas desse compartimento explicam boa parte das falhas de tratamento.
As variações que importam:
- septo vertical formando um subcompartimento próprio para o ECP (presente em grande parte dos pacientes operados, com frequência maior nos sintomáticos do que na população geral);
- múltiplas faixas do ALP (o ALP costuma ter duas ou mais tiras): o cirurgião pode achar que liberou o ECP quando abriu apenas uma tira do ALP.
Consequências práticas:
- a infiltração de corticoide falha mais quando o ECP está em subcompartimento separado (o medicamento não chega a ele);
- na cirurgia, é obrigatório identificar e liberar o subcompartimento do ECP. A forma de conferir: o ECP se insere na falange proximal e, ao ser tracionado, estende a MF do polegar.
Cuidados cirúrgicos: proteger o ramo superficial do radial (neuroma é complicação temida) e liberar o compartimento pela borda dorsal, deixando a borda volar do retináculo para evitar a subluxação volar dos tendões.
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