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Questão de Lesões dos tendões extensores (IAUPE 2025)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresIAUPE 2025

Em qual das opções abaixo, pode ser utilizada a técnica de Ishiguro com tratamento?

  1. Dedo em martelo tendinoso.
  2. Dedo em martelo ósseo.
  3. Dedo em botoeira.
  4. Dedo em pescoço de cisne.
  5. Dedo em gatilho.
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Gabarito: B · Dedo em martelo ósseo.

Conceito-chave

Um jogador de vôlei leva uma bolada na ponta do dedo estendido e fica sem conseguir esticar a última falange. A radiografia mostra um fragmento arrancado da base dorsal da falange distal. É o dedo em martelo ósseo, e a técnica de Ishiguro nasceu para resolver um problema mecânico bem específico dele.

O que acontece na lesão. O tendão extensor terminal se insere na base dorsal da falange distal. Quando uma força de flexão atinge a falange distal estendida ativamente, o tendão arranca um pedaço dessa base (Rockwood and Green, 10ª ed., cap. 45). A falange distal cai, porque o flexor profundo fica sem oposição. Com fragmento grande, aparece o problema sério: a falange distal subluxa para volar, e a articulação perde a congruência. O risco cresce quando o fragmento passa de um terço da superfície, mas o capítulo insiste que o que decide é a subluxação, vista num perfil verdadeiro.

Por que o fragmento não volta sozinho. O fragmento continua preso ao tendão extensor, que o puxa para proximal e dorsal. Estender o dedo numa tala aproxima as partes, mas, se a falange já subluxou, a tala não reduz a articulação. É preciso segurar o fragmento no lugar e empurrar a falange distal de volta.

A ideia do bloqueio da extensão. É aí que entra a técnica que leva o nome de Ishiguro, que o capítulo descreve sem dar o nome: com a IFD fletida, passa-se um fio de bloqueio dorsal na cabeça da falange média, logo atrás do fragmento, que funciona como um batente e impede o fragmento de subir. Depois a IFD é estendida, o que leva a falange distal de encontro ao fragmento bloqueado, e um fio transarticular fixa a IFD em cerca de 5° de extensão. A redução é indireta, por via percutânea, sem abrir o foco.

Quando usar. Sem subluxação, o martelo ósseo vai bem com tala em extensão completa por 6 semanas. Com subluxação, é cirurgia, e nas agudas a redução fechada com esses dois fios é a técnica do capítulo.

No resumo de fraturas da mão, a seção do martelo ósseo explica por que a subluxação, e não o tamanho do fragmento, decide a cirurgia.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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