A Distrofia Símpática Reflexa é uma complicação potencial após traumatismos dos mais variados. Em relação à Distrofia Simpática Reflexa, ou Síndrome Dolorosa Regional Complexa, sabe-se que:
- Ocorre usualmente após traumatismos (fratura da extremidade distal do rádio) ou operações (liberação do túnel do carpo).
- Atinge mais homens do que mulheres, na proporção de 3:1.
- Atinge igualmente adultos e crianças e adolescentes.
- Está claramente ligada a uma distonia do sistema nervoso simpático.
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Conceito-chave
A síndrome da dor complexa regional (SDCR), antiga distrofia simpático-reflexa, quase sempre surge depois de um evento desencadeante. Os mais típicos no membro superior são a fratura do rádio distal e cirurgias da mão, como a liberação do túnel do carpo e a fasciectomia na doença de Dupuytren.
Epidemiologia que cai em prova:
- mais comum em mulheres (cerca de 3 a 4 mulheres para cada homem);
- pico entre 40 e 60 anos; em crianças é rara e acomete mais o membro inferior, com prognóstico melhor;
- após fratura do rádio distal, as incidências relatadas variam muito (de poucos por cento a mais de 20%), conforme o critério diagnóstico.
Fisiopatologia: é multifatorial: inflamação neurogênica, sensibilização central e periférica, alterações autonômicas e de imagem cortical. O nome "distrofia simpático-reflexa" foi abandonado justamente porque nem todos os pacientes têm dor mantida pelo simpático.
Tipos: 1 (sem lesão nervosa definida) e 2 (com lesão de nervo, antiga causalgia). Diagnóstico pelos critérios de Budapeste.
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