Critérios de instabilidade das fraturas da extremidade distal do rádio auxiliam no manejo dessas fraturas, permitindo indicar o melhor tratamento. O principal critério de instabilidade das fraturas extra articulares da extremidade distal do rádio, conhecidas como fratura de Colles (tipo 23 - A3 na classificação AO), é:
- Desvio dorsal de 20 graus ou mais e cominuição dorsal.
- Fenda articular maior que 2 mm.
- Encurtamento radial de 5 mm.
- Idade do paciente maior que 60 anos.
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Conceito-chave
Fratura instável é a que tende a perder a redução dentro do gesso. Identificar a instabilidade logo no início evita tratar com gesso uma fratura que vai consolidar desviada.
Critérios de Lafontaine (três ou mais sugerem instabilidade):
- angulação dorsal inicial maior que 20 graus;
- cominuição dorsal;
- extensão intra-articular;
- fratura associada da ulna;
- idade acima de 60 anos.
Nas extra-articulares tipo Colles (AO 23-A3), o par angulação dorsal maior que 20 graus + cominuição metafisária dorsal é o que mais pesa: o defeito dorsal funciona como uma cunha vazia, e o fragmento distal volta a cair em dorsiflexão.
Mackenney depois mostrou que a idade e a cominuição metafisária são os principais preditores de perda da redução, junto com a variância ulnar inicial.
Parâmetros radiográficos normais do rádio distal: inclinação radial cerca de 22 graus, altura radial cerca de 11 mm, inclinação volar cerca de 11 graus, variância ulnar neutra.
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