A operação de oponencioplastia é necessária:
- Em todos os casos de paralisia ou paresia da oponência, de modo geral.
- Somente quando houver lesão associada do nervo ulnar.
- Quando a perda da oponência causar perda funcional acentuada.
- Se a força dos flexores dos dedos estiver comprometida.
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Conceito-chave
Nem toda perda de oponência precisa de transferência tendinosa. Muitos pacientes com paralisia do mediano mantêm uma oposição funcional à custa do flexor curto do polegar (parte ulnar) e do adutor, que são inervados pelo ulnar. Outros têm inervação anômala (anastomose de Riche-Cannieu) que preserva parte da musculatura tenar.
A indicação é funcional: opera-se quando a perda da oponência causa limitação acentuada nas atividades. Antes de indicar, verifica-se:
- mobilidade passiva completa do polegar (sem contratura do primeiro espaço; se houver, liberar antes);
- sensibilidade razoável (polegar insensível é pouco usado mesmo bem posicionado);
- motor doador disponível e com força suficiente;
- tempo de espera adequado quando há chance de recuperação neural.
Na síndrome do túnel do carpo grave, a oponentoplastia de Camitz pode ser feita no mesmo tempo da liberação, em pacientes idosos com atrofia importante.
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