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Questão de Outras malformações congênitas (FMRP-USP 2026)

Mão e punhoOutras malformações congênitasFMRP-USP 2026

A sinostose radio ulnar pós-traumática é uma complicação relativamente rara. Assinale a CORRETA:

  1. Ocorre somente no terço médio do antebraço.
  2. Ocorre em mais de 10% dos casos de fratura isolada do rádio.
  3. Fraturas do rádio distal à da ulna não são um fator de risco.
  4. É mais frequente em acidentados com traumatismo cranioencefálico e imobilização prolongada.
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Gabarito: D · É mais frequente em acidentados com traumatismo cranioencefálico e imobilização prolongada.

Conceito-chave

A sinostose radioulnar pós-traumática é uma ponte óssea entre rádio e ulna que bloqueia a pronossupinação. É rara (cerca de 2% a 6% das fraturas dos ossos do antebraço tratadas cirurgicamente).

Fatores de risco clássicos:

  • trauma cranioencefálico associado (estímulo osteogênico sistêmico);
  • imobilização prolongada;
  • trauma de alta energia, fraturas expostas e cominutas;
  • fraturas dos dois ossos no mesmo nível;
  • lesão da membrana interóssea, abordagem única para os dois ossos, parafusos longos ou enxerto ósseo invadindo o espaço interósseo;
  • infecção e fixação tardia.

Classificação de Vince e Miller (por localização): tipo 1, distal (intra-articular); tipo 2, terço médio e distal não articular; tipo 3, proximal. As proximais têm pior prognóstico após ressecção.

A ressecção costuma ser feita após maturação da ponte (cerca de 6 a 12 meses), com interposição de material e profilaxia de recidiva (indometacina ou radioterapia).

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