A sinostose radio ulnar pós-traumática é uma complicação relativamente rara. Assinale a CORRETA:
- Ocorre somente no terço médio do antebraço.
- Ocorre em mais de 10% dos casos de fratura isolada do rádio.
- Fraturas do rádio distal à da ulna não são um fator de risco.
- É mais frequente em acidentados com traumatismo cranioencefálico e imobilização prolongada.
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Conceito-chave
A sinostose radioulnar pós-traumática é uma ponte óssea entre rádio e ulna que bloqueia a pronossupinação. É rara (cerca de 2% a 6% das fraturas dos ossos do antebraço tratadas cirurgicamente).
Fatores de risco clássicos:
- trauma cranioencefálico associado (estímulo osteogênico sistêmico);
- imobilização prolongada;
- trauma de alta energia, fraturas expostas e cominutas;
- fraturas dos dois ossos no mesmo nível;
- lesão da membrana interóssea, abordagem única para os dois ossos, parafusos longos ou enxerto ósseo invadindo o espaço interósseo;
- infecção e fixação tardia.
Classificação de Vince e Miller (por localização): tipo 1, distal (intra-articular); tipo 2, terço médio e distal não articular; tipo 3, proximal. As proximais têm pior prognóstico após ressecção.
A ressecção costuma ser feita após maturação da ponte (cerca de 6 a 12 meses), com interposição de material e profilaxia de recidiva (indometacina ou radioterapia).
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