As lesões do plexo braquial podem ser classificadas de acordo com as raízes acometidas. Em lesões de alta energia, o acometimento de raízes inferiores do plexo braquial pode ser suspeitado caso o paciente apresente sinais e sintomas sugestivos de Síndrome de Horner. São sinais clínicos da síndrome de Horner, EXCETO:
- Midríase.
- Enolftalmia.
- Ptose.
- Anidrose.
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Conceito-chave
A síndrome de Horner indica lesão da via simpática que passa pela raiz de T1 e pelo gânglio estrelado. Nas lesões traumáticas do plexo braquial, ela é o sinal clínico clássico de avulsão pré-ganglionar das raízes inferiores (C8 e T1), o que tem peso prognóstico: raiz avulsionada da medula não se repara diretamente, só se trata com transferências.
A tríade clássica:
- ptose palpebral parcial (paralisia do músculo de Müller);
- miose (perda do dilatador da pupila, sem oposição ao esfíncter);
- anidrose facial homolateral.
A enoftalmia costuma ser listada como sinal associado, embora seja mais aparente (estreitamento da fenda palpebral) do que real.
Outros sinais de lesão pré-ganglionar:
- paralisia do serrátil anterior (torácico longo) e do romboide (dorsal da escápula), que nascem muito próximos das raízes;
- paralisia do hemidiafragma (frênico);
- dor neuropática intensa precoce;
- pseudomeningocele na mielotomografia ou na RM;
- Tinel ausente na fossa supraclavicular;
- condução sensitiva preservada em território anestésico (o gânglio da raiz dorsal está intacto, distal à lesão).
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