Relacionado ao aparelho extensor dos dedos e suas lesões, comuns no atendimento emergencial, é CORRETO afirmar que:
- A lesão isolada do extensor próprio do dedo mínimo não influencia na extensão independente desse dedo.
- O extensor próprio do indicador é radial ao extensor comum dos dedos.
- As bandas laterais são impedidas de luxar no sentido volar pelo ligamento triangular e no sentido dorsal pelo ligamento retinacular oblíquo.
- O extensor próprio do dedo médio é encontrado em 10% dos casos.
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Conceito-chave
O aparelho extensor dos dedos tem duas camadas: a extrínseca e a intrínseca. A extrínseca é formada pelos tendões do quarto compartimento (extensor comum dos dedos e extensor próprio do indicador) e do quinto compartimento (extensor próprio do dedo mínimo). A intrínseca vem dos interósseos e lumbricais, que formam as bandas laterais.
Os tendões próprios ficam sempre do lado ulnar do tendão comum. Tanto o extensor próprio do indicador quanto o extensor próprio do mínimo se posicionam ulnarmente ao extensor comum correspondente no dorso da metacarpofalângica. É essa relação que permite usar o extensor próprio do indicador como doador em transferências (por exemplo, para o extensor longo do polegar) sem perder a extensão do indicador.
Variações anatômicas que caem em prova:
| Estrutura | Variação |
|---|---|
| Extensor comum para o dedo mínimo | Ausente ou apenas uma junctura em grande parte das mãos; o mínimo depende do extensor próprio |
| Extensor próprio do dedo mínimo | Geralmente com duas bandas |
| Extensor próprio do dedo médio (extensor medii proprius) | Variação rara, descrita em cerca de 10% das dissecções |
| Extensor curto dos dedos da mão (extensor digitorum brevis manus) | Pode simular cisto ou tumor no dorso do punho |
Os ligamentos que estabilizam as bandas laterais na interfalângica proximal: o ligamento triangular (dorsal, entre as bandas laterais, sobre a falange média) impede a migração volar das bandas; o ligamento retinacular transverso (de Landsmeer) impede a migração dorsal. Quando o triangular se rompe, as bandas caem volarmente e surge a botoeira; quando o retinacular transverso afrouxa, elas sobem dorsalmente, como no pescoço de cisne.
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