Na lesão do tendão extensor da mão na zona VI, a preservação da extensão do dedo ocorre pela presença das lâminas interdigitais.
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Conceito-chave
As zonas dos extensores. Os tendões extensores da mão são divididos em zonas numeradas de distal para proximal: as ímpares ficam sobre as articulações (I na interfalângica distal, III na proximal, V na metacarpofalângica, VII no punho) e as pares entre elas. A zona VI corresponde ao dorso da mão, sobre os metacarpos.
As juncturae tendinum. No dorso da mão, os tendões do extensor comum dos dedos estão ligados entre si por faixas oblíquas chamadas juncturae tendinum (conexões intertendíneas), que a questão chama de lâminas interdigitais. Elas ficam logo proximais às metacarpofalângicas e conectam sobretudo o tendão do anular aos do médio e do mínimo.
Por que a extensão pode estar preservada. Se um tendão é seccionado proximal a uma junctura, o coto distal continua ligado ao tendão vizinho íntegro por essa conexão. Quando o vizinho se contrai, puxa o coto e o dedo ainda estende, às vezes quase completamente. Isso mascara a lesão.
Outras fontes de extensão "falsa".
- Os intrínsecos (interósseos e lumbricais) estendem as interfalângicas mesmo sem o extensor comum.
- O indicador e o mínimo têm extensores próprios (extensor do indicador e extensor do dedo mínimo), que podem manter a extensão se só o tendão comum for lesado.
Implicação prática.
- Toda ferida no dorso da mão deve ser explorada: o exame funcional pode enganar.
- Testar a extensão da metacarpofalângica contra resistência e comparar com os outros dedos ajuda a revelar a fraqueza.
- O reparo na zona VI é favorável, pois o tendão tem secção arredondada que aceita sutura central, e os resultados são bons.
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