O quadro clínico do tumor glômico caracteriza-se por hiperalgesia difusa no dedo.
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Conceito-chave
O que é o tumor glômico. É um tumor benigno originado do corpo glômico, uma estrutura neuromioarterial da derme responsável pela termorregulação, que controla o fluxo entre arteríolas e vênulas. Os corpos glômicos são muito numerosos na ponta dos dedos, e por isso o tumor ocorre sobretudo na região subungueal (cerca de 75% na mão, a maioria sob a unha). É mais comum em mulheres de 30 a 50 anos.
A tríade clássica.
- Dor intensa, paroxística, desproporcional ao tamanho da lesão (que costuma ter poucos milímetros).
- Hipersensibilidade ao frio: imersão em água fria desencadeia dor.
- Dor puntiforme, muito localizada, exatamente sobre o tumor.
A dor é localizada, não difusa. Essa é uma das pistas diagnósticas mais importantes. Os testes clínicos exploram justamente a localização precisa:
- Teste de Love: a pressão com a ponta de um alfinete ou clipe em um ponto exato reproduz a dor intensa, enquanto pontos vizinhos não doem.
- Teste de Hildreth: a dor desaparece quando se aplica um torniquete no braço, cessando o fluxo.
- Teste do frio: a imersão em água fria provoca dor.
Exame físico. Pode haver uma mancha azulada ou avermelhada sob a unha, deformidade ou estria ungueal, mas a unha também pode parecer normal. Na radiografia, às vezes há uma erosão na falange distal.
Diagnóstico e tratamento. A ressonância mostra uma lesão pequena, hiperintensa em T2, que realça com contraste. O tratamento é a excisão cirúrgica completa, geralmente com remoção da lâmina ungueal e incisão no leito ungueal, reparado com cuidado para evitar deformidade da unha. A recidiva ocorre quando a excisão é incompleta ou há lesões múltiplas.
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