Para definir o tratamento das fraturas da extremidade distal do rádio, é importante o conhecimento da estabilidade da fratura. La Fontaine e colaboradores identificaram cinco fatores de instabilidade dessas fraturas. Entre esses fatores, é correto citar
- a cominuição metafisária volar do rádio.
- o encurtamento menor ou igual a 2 mm do rádio.
- a angulação volar inicial maior que 20 graus do fragmento distal.
- a angulação dorsal inicial maior que 20 graus do fragmento distal.
- a angulação dorsal inicial maior que 10 graus do fragmento distal.
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Conceito-chave
A fratura da extremidade distal do rádio. É a fratura mais comum do membro superior. Antes de decidir entre o gesso e a cirurgia, a pergunta é: essa fratura vai manter a redução no gesso, ou vai perder a redução (colapsar)?
Os fatores de instabilidade de Lafontaine (1989). Lafontaine identificou cinco fatores que predizem a perda da redução:
- Angulação dorsal inicial maior que 20°.
- Cominuição dorsal (metafisária).
- Fratura intra-articular radiocarpal.
- Fratura associada da ulna (da estiloide ou do colo).
- Idade acima de 60 anos.
Com três ou mais fatores, a fratura é considerada instável, e o risco de perder a redução no gesso é alto.
Por que a dorsal, e não a volar. A fratura de Colles (o tipo mais comum) desvia o fragmento distal para dorsal. O impacto esmaga a cortical dorsal da metáfise. Depois da redução, a cortical dorsal cominuída deixa um "buraco" sem apoio, e o fragmento tende a voltar para trás. Quanto maior a angulação dorsal inicial e a cominuição dorsal, maior esse vazio.
Os outros parâmetros radiográficos e os limites aceitáveis (de forma geral).
| Parâmetro | Normal | Aceitável após redução |
|---|---|---|
| Inclinação radial | Cerca de 22° | Perda de até cerca de 5° |
| Altura radial | Cerca de 11 a 12 mm | Encurtamento de até cerca de 3 mm (variância ulnar) |
| Inclinação volar | Cerca de 11° | Até cerca de 10° de inclinação dorsal (neutro ideal) |
| Degrau articular | Nenhum | Até 2 mm |
Outros critérios de instabilidade. Os critérios de MacKenney (idade, cominuição, variância ulnar inicial) também estimam o risco de colapso. A perda da redução dentro do gesso nas primeiras semanas é o sinal mais claro de instabilidade.
O tratamento.
- Fraturas estáveis: redução e gesso, com radiografias semanais nas primeiras semanas.
- Fraturas instáveis: fixação com placa volar bloqueada (a mais usada), fios percutâneos ou fixador externo.
- No idoso pouco exigente, desvios maiores são bem tolerados funcionalmente, e o tratamento conservador é frequentemente aceito.
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