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Questão de Fratura do rádio distal (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Mão e punhoFratura do rádio distalENARE R4 Ortopedia 2024

Para definir o tratamento das fraturas da extremidade distal do rádio, é importante o conhecimento da estabilidade da fratura. La Fontaine e colaboradores identificaram cinco fatores de instabilidade dessas fraturas. Entre esses fatores, é correto citar

  1. a cominuição metafisária volar do rádio.
  2. o encurtamento menor ou igual a 2 mm do rádio.
  3. a angulação volar inicial maior que 20 graus do fragmento distal.
  4. a angulação dorsal inicial maior que 20 graus do fragmento distal.
  5. a angulação dorsal inicial maior que 10 graus do fragmento distal.
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Gabarito: D · a angulação dorsal inicial maior que 20 graus do fragmento distal.

Conceito-chave

A fratura da extremidade distal do rádio. É a fratura mais comum do membro superior. Antes de decidir entre o gesso e a cirurgia, a pergunta é: essa fratura vai manter a redução no gesso, ou vai perder a redução (colapsar)?

Os fatores de instabilidade de Lafontaine (1989). Lafontaine identificou cinco fatores que predizem a perda da redução:

  1. Angulação dorsal inicial maior que 20°.
  2. Cominuição dorsal (metafisária).
  3. Fratura intra-articular radiocarpal.
  4. Fratura associada da ulna (da estiloide ou do colo).
  5. Idade acima de 60 anos.

Com três ou mais fatores, a fratura é considerada instável, e o risco de perder a redução no gesso é alto.

Por que a dorsal, e não a volar. A fratura de Colles (o tipo mais comum) desvia o fragmento distal para dorsal. O impacto esmaga a cortical dorsal da metáfise. Depois da redução, a cortical dorsal cominuída deixa um "buraco" sem apoio, e o fragmento tende a voltar para trás. Quanto maior a angulação dorsal inicial e a cominuição dorsal, maior esse vazio.

Os outros parâmetros radiográficos e os limites aceitáveis (de forma geral).

ParâmetroNormalAceitável após redução
Inclinação radialCerca de 22°Perda de até cerca de 5°
Altura radialCerca de 11 a 12 mmEncurtamento de até cerca de 3 mm (variância ulnar)
Inclinação volarCerca de 11°Até cerca de 10° de inclinação dorsal (neutro ideal)
Degrau articularNenhumAté 2 mm

Outros critérios de instabilidade. Os critérios de MacKenney (idade, cominuição, variância ulnar inicial) também estimam o risco de colapso. A perda da redução dentro do gesso nas primeiras semanas é o sinal mais claro de instabilidade.

O tratamento.

  • Fraturas estáveis: redução e gesso, com radiografias semanais nas primeiras semanas.
  • Fraturas instáveis: fixação com placa volar bloqueada (a mais usada), fios percutâneos ou fixador externo.
  • No idoso pouco exigente, desvios maiores são bem tolerados funcionalmente, e o tratamento conservador é frequentemente aceito.

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