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Questão de Fraturas dos metacarpos e falanges (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Mão e punhoFraturas dos metacarpos e falangesENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo masculino, 22 anos de idade, apresenta fratura da base dorsal da falange distal do segundo dedo, em cisalhamento, da mão esquerda. Em relação ao tratamento dessa fratura, é correto afirmar que

  1. caso o cisalhamento compreenda menos de 15% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
  2. caso o cisalhamento compreenda mais de 25% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
  3. caso o cisalhamento compreenda mais de 35% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
  4. caso o cisalhamento compreenda entre 15 e 25% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução aberta e fixação com parafusos de minifragmentos.
  5. caso o cisalhamento compreenda mais de 35% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução aberta e fixação com placa e parafusos de minifragmentos.
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Gabarito: B · caso o cisalhamento compreenda mais de 25% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.

Conceito-chave

A fratura da base dorsal da falange distal é o dedo em martelo ósseo: o tendão extensor terminal leva junto um fragmento da base da falange. O que decide a conduta não é só o tamanho do fragmento, mas a estabilidade da articulação: se a falange distal subluxar para volar, a articulação fica incongruente e a artrose vem.

A conduta:

fragmento pequeno, sem subluxação: órtese com a interfalangiana distal em extensão (não hiperextensão) por 6 a 8 semanas, sem tirar;

fragmento acima de 25 a 30% da superfície articular, com subluxação volar ou risco dela: cirurgia, de preferência por redução fechada com fio de Kirschner, pela técnica de bloqueio de extensão (Ishiguro): um fio no dorso da falange média segura o fragmento no lugar, e outro fixa a articulação;

fragmento cominuto ou irredutível: redução aberta, com o risco de necrose da pele dorsal e de fragmentar o osso pequeno.

Por que se evita a redução aberta: o fragmento é pequeno e frágil, a pele dorsal é fina, e placas e parafusos têm alta taxa de complicação nessa região.

Na prova: martelo ósseo com mais de 25% da superfície = cirurgia, de preferência redução fechada e fio de Kirschner.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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