Paciente do sexo masculino, 22 anos de idade, apresenta fratura da base dorsal da falange distal do segundo dedo, em cisalhamento, da mão esquerda. Em relação ao tratamento dessa fratura, é correto afirmar que
- caso o cisalhamento compreenda menos de 15% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
- caso o cisalhamento compreenda mais de 25% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
- caso o cisalhamento compreenda mais de 35% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução fechada e fixação com fio de Kirschner.
- caso o cisalhamento compreenda entre 15 e 25% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução aberta e fixação com parafusos de minifragmentos.
- caso o cisalhamento compreenda mais de 35% da superfície articular, o paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico, de preferência redução aberta e fixação com placa e parafusos de minifragmentos.
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Conceito-chave
A fratura da base dorsal da falange distal é o dedo em martelo ósseo: o tendão extensor terminal leva junto um fragmento da base da falange. O que decide a conduta não é só o tamanho do fragmento, mas a estabilidade da articulação: se a falange distal subluxar para volar, a articulação fica incongruente e a artrose vem.
A conduta:
fragmento pequeno, sem subluxação: órtese com a interfalangiana distal em extensão (não hiperextensão) por 6 a 8 semanas, sem tirar;
fragmento acima de 25 a 30% da superfície articular, com subluxação volar ou risco dela: cirurgia, de preferência por redução fechada com fio de Kirschner, pela técnica de bloqueio de extensão (Ishiguro): um fio no dorso da falange média segura o fragmento no lugar, e outro fixa a articulação;
fragmento cominuto ou irredutível: redução aberta, com o risco de necrose da pele dorsal e de fragmentar o osso pequeno.
Por que se evita a redução aberta: o fragmento é pequeno e frágil, a pele dorsal é fina, e placas e parafusos têm alta taxa de complicação nessa região.
Na prova: martelo ósseo com mais de 25% da superfície = cirurgia, de preferência redução fechada e fio de Kirschner.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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