A incidência, a gravidade e a extensão da lesão do plexo braquial em lactentes foram minimizadas pelo diagnóstico e tratamento obstétrico moderno. Apesar dessas medidas, a ocorrência dessa lesão não foi eliminada. Em relação à lesão do plexo braquial, é correto afirmar que
- segundo a classificação de Narakas, no grupo 2 encontram-se as lesões de C5 e C6.
- a síndrome de Horner ipsilateral indica lesão nos nervos simpáticos cervicais C4, C6 e C7.
- com o envolvimento de C5 e C6, os extensores do cotovelo são fracos e o cotovelo é mantido em posição intermediária.
- segundo a classificação de Narakas, no grupo 3 encontram-se as lesões de todo o plexo braquial.
- lesões do plexo superior manifestam-se inicialmente como fraqueza dos abdutores, rotadores internos do ombro e ausência dos flexores do cotovelo.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a classificação de Narakas separa os grupos pelas raízes acometidas:
grupo 1: C5 e C6 (Erb clássico); o melhor prognóstico;
grupo 2: C5, C6 e C7; Erb com punho e dedos caídos;
grupo 3: todo o plexo (C5 a T1), sem Horner;
grupo 4: todo o plexo com Horner; o pior prognóstico, sugere avulsão.
A síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose) vem da lesão das fibras simpáticas que saem com C8 e T1, sobretudo T1.
A lesão alta (C5 e C6) enfraquece o deltoide, o supraespinal e o infraespinal (abdutores e rotadores laterais do ombro) e os flexores do cotovelo (bíceps, braquial). O tríceps (C7) funciona sem oposição, e o cotovelo fica estendido. Os rotadores internos, sem oposição, deixam o braço em rotação interna: a postura em gorjeta de garçom.
Os marcos de acompanhamento: bíceps contra a gravidade até os 3 meses (Gilbert e Tassin) e o teste do biscoito aos 9 meses.
Na prova: Narakas 3 = todo o plexo, sem Horner.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo