Nas artropatias inflamatórias de mãos e pés, o uso da ultrassonografia tem se destacado, principalmente, pela sua capacidade de
- detectar erosões ósseas em estágios avançados da doença.
- identificar o edema subcondral com mais acurácia que a ressonância.
- revelar sinovite proliferativa com sensibilidade comparável à ressonância.
- substituir a necessidade de exames clínicos e laboratoriais complementares.
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Conceito-chave
Nas artrites inflamatórias (artrite reumatoide, artrite psoriásica), a ultrassonografia ganhou espaço porque vê a doença ativa, à beira do leito.
O que o ultrassom mostra bem:
sinovite proliferativa: o espessamento sinovial aparece, e o Doppler mostra o fluxo aumentado, sinal de atividade; a sensibilidade é comparável à da ressonância;
derrame articular e tenossinovite;
erosões precoces: antes de aparecerem na radiografia.
O que ele não mostra: o edema ósseo subcondral (osteíte). O som não atravessa a cortical; só a ressonância vê o osso por dentro, e o edema ósseo é um forte preditor de erosão futura.
As vantagens práticas: examina várias articulações na mesma consulta, sem contraste nem radiação, guia punções e infiltrações e acompanha a resposta ao tratamento.
Os limites: depende de quem examina e não substitui a clínica nem o laboratório (fator reumatoide, anti-CCP, provas inflamatórias).
Na prova: ultrassom nas artropatias inflamatórias = sinovite com sensibilidade comparável à ressonância.
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