Em geral, o primeiro objetivo na lesão de plexo e o procedimento de neurotização compatível são:
- ganho de flexão do cotovelo, Steindler
- ganho de flexão do cotovelo, Oberlin
- abdução do ombro, Somsak
- abdução do ombro, Saha
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Conceito-chave
Na lesão grave do plexo braquial, nem tudo pode ser recuperado, e o cirurgião precisa escolher o que reconstruir primeiro. A ordem de prioridade é bem estabelecida:
1º, flexão do cotovelo: leva a mão até a boca e ao corpo; sem ela, o membro não tem função útil;
2º, estabilidade e abdução do ombro: segura o ombro e posiciona o braço no espaço;
3º, sensibilidade protetora da mão;
4º, extensão do punho e flexão dos dedos: transferências tendíneas ou músculo livre (grácil);
5º, intrínsecos: quase nunca se recuperam.
O tempo importa: a placa motora do músculo desnervado degenera em 12 a 18 meses. Por isso, a cirurgia é feita cedo, por volta de 3 a 6 meses sem sinal de recuperação.
A neurotização (transferência de nervo) de cada função:
Oberlin: um fascículo do ulnar (o que vai para o flexor ulnar do carpo) ligado ao ramo motor do bíceps; dá flexão do cotovelo. A variação de Mackinnon (Oberlin dupla) acrescenta um fascículo do mediano para o ramo do braquial;
Somsak: ramo do tríceps (radial) para o nervo axilar; dá abdução;
acessório para supraescapular: abdução e rotação lateral;
intercostais para musculocutâneo: outra opção de flexão do cotovelo.
O que não é neurotização: Steindler é uma flexorplastia (avanço muscular), e Saha é a transferência do trapézio.
Na prova: primeiro objetivo no plexo = flexão do cotovelo, por Oberlin.
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