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Questão de Lesões de nervos periféricos (Einstein 2026)

Mão e punhoLesões de nervos periféricosEinstein 2026

Nas lesões do plexo braquial,

  1. tecidos de ancoragem C8-T1 são mais resistentes que os de ancoragem C5-C6.
  2. a presença de dor à percussão supraclavicular sugere lesão pré-ganglionar e pós-ganglionar.
  3. a atrofia da musculatura paraespinal é indicativa de avulsão radicular sugestiva de lesão pré-ganglionar.
  4. o sinal de Horner resulta de interrupção da via simpática e sugere lesão pré-ganglionar.
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Gabarito: D · o sinal de Horner resulta de interrupção da via simpática e sugere lesão pré-ganglionar.

Conceito-chave

Pré-ganglionar significa lesão entre a medula e o gânglio da raiz dorsal. Na avulsão, a conexão radicular é arrancada da medula. Numa lesão pós-ganglionar, o dano ocorre mais distalmente. A distinção modifica o potencial de enxertia e a escolha de transferências nervosas.

O sinal de Horner reúne ptose, miose e, conforme a extensão, anidrose. Na lesão traumática do plexo, sugere interrupção da via simpática próxima a T1 e é um indício importante de lesão pré-ganglionar. Não demonstra isoladamente a situação de todas as raízes.

AchadoComo contribui
HornerSugere comprometimento simpático proximal, especialmente relacionado a T1
Potencial sensitivo preservado numa área anestésicaFavorece lesão proximal ao gânglio, pois o axônio periférico sensitivo permanece ligado ao seu corpo celular
Denervação paravertebralApoia localização proximal por envolvimento de ramos dorsais
PseudomeningoceleSugere lesão radicular, mas não prova avulsão em todos os casos

Há ambiguidade: C também cita um achado que pode apoiar avulsão, embora atrofia isolada não seja tão específica quanto avaliação eletrofisiológica integrada. Portanto, ela não deve ser ensinada como biologicamente incompatível com lesão pré-ganglionar. D é a resposta oficial por descrever a associação clássica com Horner.

Dor à percussão supraclavicular não localiza de modo confiável todas as lesões. Um Tinel ao longo de um nervo pode acompanhar regeneração pós-ganglionar, mas não substitui exame, imagem e eletrofisiologia. As raízes baixas são particularmente vulneráveis à avulsão; dizer que C8–T1 têm ancoragem mais resistente que C5–C6 inverte a relação tradicionalmente descrita.

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